terça-feira, 10 de novembro de 2015

A busca eterna (?)

Achei: 
Há poucos dias, uma amiga mandou o link de um vídeo que dava dicas de como conquistar um homem na cama. Não seria nada de mais até que ela complementasse sua fala dizendo “Usa isso pra conquistar de vez...”. Opa! “Stop!”
De pronto eu respondi. Seriam muitos os argumentos para que ela nunca mais me dissesse tal coisa... como se fosse somente responsabilidade da mulher fazer loucuras na cama para dar prazer, enlouquecer e conquistar de vez seu parceiro para que, assim, não o perdesse. Afinal,  temos que fazer tudo por eles, senão acham outra mulher (uma mais atrevidinha, safadinha que use aquele short curto que você não usa, sem qualquer pudor) que faça tudo. Tu-do. E aí, pobre de nós, mulheres que não fazemos de tudo, ficamos sem esse homem. O macho alfa responsável por todos os nossos orgasmos...
Não sou careta. Sou muito favorável a apimentar a relação, o momento mais íntimo, talvez, que o casal possa ter. Sou sim. Mas colocar essa busca por dicas, truques e peripécias para não perder o homem, como meta de vida, aí eu discordo.
            Não bastasse a mulher (e falo como regra geral) trabalhar, organizar e cuidar de uma casa, das roupas de filhos e marido, cozinhar, manter sua saúde e beleza (e às vezes a vaidade vai ficando esquecida por conta do cansaço) em dias, o que não é tarefa nada fácil que sabemos, ainda tem que, no fim do dia, e antes que o maridão chegue do trabalho, estar depiladinha, cheirosa e pesquisar na internet maneiras de fazê-lo ver fogos de artifício na cama?! Enquanto ela está descabelada lavando roupa, o maridão está olhando fotos de gostosonas na internet. Mas, e ele? Só trabalhar fora é o bastante pra não sentar a bunda numa cadeira e pesquisar “Como dar orgasmos para minha mulher”porque ela já está cansada de fingir"? Como acertar na preliminar? Como fazer sexo oral sem parecer de está chupando um caroço de manga?
            Bom, é cansativa a neura de que se a mulher não faz de tudo para seu homem, coitada dela, a relação tem dias contados, ou a relação monógama está por um fio e está fadada a ser solteirona para o resto da vida. As mulheres deviam, e acho que é uma obrigação que deveria estar parafusada em seus cérebros, ser independentes, felizes como são, e não se martirizar por não se sentir a vontade de se vestir de colegial sexy, mas ter que vestir mesmo assim, senão “adeus” fotos felizes do casal nas redes sociais, e “olá” status “passou de um relacionamento sério para solteira”. Afinal a independência proporciona tudo o que uma mulher quer: seus sapatos, seus livros, aquele vestido caro, viagens e comprar um vibrador, que é responsável por mais orgasmos que se possa imaginar.

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