sexta-feira, 5 de junho de 2015

Linho

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Estavam sentados se olhando há algum tempo e, no silêncio do restaurante, entre sussurros de outros casais apaixonados, aquele tempo era uma eternidade.
Fora diferente dessa vez: ela o convidara pra sair. Ele aceitou. E ele sabia o que ela queria. Na primeira vez ela deixara tudo muito claro. “É só isso.”
Sua taça de vinho estava pela metade e ela olhou o cristal puro, passou os dedos com delicadeza por sua borda, sorriu sem dentes, só puxando o canto da boca. Ainda se olhavam. Conversaram, sempre se davam bem nas conversas. Riram. E, mais uma vez, se olharam.
Ele parecia meio desconcertado mas se aproximou. Afastou com uma das mãos os cabelos de seus ombros e beijou o espaço entre a orelha e o pescoço. Ela deu um gemido suave, como quem tinha gostado. Sentiu seu cheiro e seus músculos se contraíram... Ele a puxou mais para perto, segurando pela sua cintura. Ela o olhou com aqueles olhos castanhos e pupilas gigantes, de baixo pra cima, meio inocente, meio tentadora. Dera certo. Pegou em seu queixo e a beijou.
A conta já estava a caminho, e eles também.
Ele sentia esse estranho frio na barriga, nervosismo talvez, querendo que tudo saísse novamente bem.
Ela estava bem na sua frente e, sem aviso, deixou seu vestido cair, a cor era somente pele...
Seu ventre queimava! Num ímpeto pegou-a pela cintura, colocou-a sobre a escrivaninha e a beijou novamente. Ela soltava gemidos entre os beijos - e isso o enlouquecia, arranhava suas costas e conduzia seu quadril, no ritmo certo.
Os lençóis de linho branco estavam bagunçados, misturados ao suor e aos corpos que cobriam. Ele acomodou sua cabeça em seu ombro, ela o abraçou com uma das mãos, encaixou.

Estava um pouco frio e ele a puxou para mais perto, o calor de seu corpo o aqueceu e, logo adormeceram.

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