sexta-feira, 5 de junho de 2015

"Sin billete de vuelta"

Achei: 


"Cierro los ojos, son demasiados años."
...
Eram exatamente 06h09 da manhã e ela aguardada com serenidade seu voo. Depois dessa viagem, não tinha garantias de um retorno. Não tão breve, pelo menos.
Enquanto esperava, seus olhos passeavam pela sala de embarque e viu algumas crianças lendo revistinhas compradas nos free-shops, duas senhoras que conversavam alegre e silenciosamente, um jovem casal que não desgrudava mãos e lábios, provavelmente em viagem de lua-de-mel, e, ao observar um músico com seu instrumento, seus pensamentos foram longe....
Lembrou o porque de ter comprado somente uma passagem de ida. Como seu coração estava partido em metafóricos e incontáveis pedaços. E que deixou muitas coisas pra trás por culpa disso: sua família, seus amigos (os de verdade), seus livros – quantos livros!, seu antigo emprego, seus antigos sonhos, seus planos... Era tempo de ir embora.
É complicado. Toda essa besteira de amor é complicada.”
Os alto falantes fizeram a chamada de seu voo, mas aguardou para que os mais apressados entrassem primeiro.
Seu telefone toca: o número era conhecido, mas já não tinha nome nem rosto.
Alô?” ela disse. A voz, já conhecida, disse: “É verdade que você vai embora? Não acredito que você vai embora! Você não me disse nada, por quê? Você vai mesmo?!” havia um desespero contido nas perguntas.
Sim, eu vou embora. Eu não tenho o que te dizer. Não tinha um porquê de lhe dizer há muito tempo. Sinto muito. Eu tô na sala de embarque, neste momento.” O telefone ficou mudo por um tempo. 
Do outro lado da linha ele ia perguntar se era tarde, mas a ligação caiu. Quando retornou, estava sem sinal dando certeza de seu embarque.

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