sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Fazer amor, divisão celular, sangue e foda

Achei: 
Nós mulheres, no geral, ou a grande maioria, temos o costume de fazer coisas além de nossos limites para satisfazer nossos companheiros. Nos desdobramos, realizamos uma mitose para realizar mil tarefas em no fim do dia, ainda estarmos lindas para fazer amor. Fazer amor... Quem acredita no “fazer amor” somos nós, mulheres. Homens fodem, trepam, comem...

Adianta toda essa batalha diária para a manutenção da magia do relacionamento, para ser a “dama” na sociedade e, longe dos olhos dela, ser aquela que tenta rebolar, cavalgar e gemer gostoso às vezes sem vontade, às vezes cansadas demais ou naquele dia em particular que você não se sente sexy...se existem as gostosas de academia, que mostram as curvas e decote com seios fartos e que rebolam, cavalgam, gemem melhor e que fazem coisas que nem todas querem fazer?

É muito fácil os homens serem enganados, sim. Se deslumbram pela paisagem, como a tela de uma pintura que é bela, que diz alguma coisa, porém é plana, sem profundidade. Mas o que importa é o êxtase que a pintura vai provocar. 

Homens naturalmente são assim. E é muito simples de serem levados pelo que lhes é mais primitivo: carne vermelha, sangrando. O prazer de uma foda nova. Eles não desejam aquilo que já possuem.

A competição com o que é novo é sempre injusta e as mulheres sempre são as vencedoras.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Só perguntas

Achei: 
Você consegue lembrar onde tudo começou?
Qual história você quer contar?
É essa história que quer contar?
Você consegue perceber como tudo mudou?

...

Qual beijo você quer lembrar?
Qual briga você quer esquecer?
Quais rostos você quer apagar?
Quer esquecer?
Quer apagar?
Quer seguir em frente?
Já seguiu?
Quem é?
E o que quer?
E é isso que vai ser?

...

Já viu minhas malas prontas?

Onde quer que eu deixe as chaves?
terça-feira, 10 de novembro de 2015

A busca eterna (?)

Achei: 
Há poucos dias, uma amiga mandou o link de um vídeo que dava dicas de como conquistar um homem na cama. Não seria nada de mais até que ela complementasse sua fala dizendo “Usa isso pra conquistar de vez...”. Opa! “Stop!”
De pronto eu respondi. Seriam muitos os argumentos para que ela nunca mais me dissesse tal coisa... como se fosse somente responsabilidade da mulher fazer loucuras na cama para dar prazer, enlouquecer e conquistar de vez seu parceiro para que, assim, não o perdesse. Afinal,  temos que fazer tudo por eles, senão acham outra mulher (uma mais atrevidinha, safadinha que use aquele short curto que você não usa, sem qualquer pudor) que faça tudo. Tu-do. E aí, pobre de nós, mulheres que não fazemos de tudo, ficamos sem esse homem. O macho alfa responsável por todos os nossos orgasmos...
Não sou careta. Sou muito favorável a apimentar a relação, o momento mais íntimo, talvez, que o casal possa ter. Sou sim. Mas colocar essa busca por dicas, truques e peripécias para não perder o homem, como meta de vida, aí eu discordo.
            Não bastasse a mulher (e falo como regra geral) trabalhar, organizar e cuidar de uma casa, das roupas de filhos e marido, cozinhar, manter sua saúde e beleza (e às vezes a vaidade vai ficando esquecida por conta do cansaço) em dias, o que não é tarefa nada fácil que sabemos, ainda tem que, no fim do dia, e antes que o maridão chegue do trabalho, estar depiladinha, cheirosa e pesquisar na internet maneiras de fazê-lo ver fogos de artifício na cama?! Enquanto ela está descabelada lavando roupa, o maridão está olhando fotos de gostosonas na internet. Mas, e ele? Só trabalhar fora é o bastante pra não sentar a bunda numa cadeira e pesquisar “Como dar orgasmos para minha mulher”porque ela já está cansada de fingir"? Como acertar na preliminar? Como fazer sexo oral sem parecer de está chupando um caroço de manga?
            Bom, é cansativa a neura de que se a mulher não faz de tudo para seu homem, coitada dela, a relação tem dias contados, ou a relação monógama está por um fio e está fadada a ser solteirona para o resto da vida. As mulheres deviam, e acho que é uma obrigação que deveria estar parafusada em seus cérebros, ser independentes, felizes como são, e não se martirizar por não se sentir a vontade de se vestir de colegial sexy, mas ter que vestir mesmo assim, senão “adeus” fotos felizes do casal nas redes sociais, e “olá” status “passou de um relacionamento sério para solteira”. Afinal a independência proporciona tudo o que uma mulher quer: seus sapatos, seus livros, aquele vestido caro, viagens e comprar um vibrador, que é responsável por mais orgasmos que se possa imaginar.
domingo, 20 de setembro de 2015

EX

Achei: 
     Ultimamente, e mais do que eu gostaria, a entidade chamada “ex” tem se manifestado. A culpa não é das estrelas e sim de uma série que estou acompanhando. Ela fala muito, muito mesmo, sobre relacionamentos e, claro, ex's fazem parte deles. E isso tem feito eu pensar bastante desde então.
     Eles existem, estão por aí mas não precisamos (ou precisamos?) que eles continuem a fazer parte de uma história que teve seu fim. Há casos e casos para tudo, mas trabalhamos com as regras, não exceções, e a regra diz que manter um ex no caminho é perigoso.
     Digo o porquê. O/A ex é um alguém que fez parte de sua vida de muitas maneiras e intensidades: você já o beijou, você teve sua língua dentro de sua boca, na ponta dos seios, o viu pelado, chorando. O amou com toda a força em seu coração. Fez planos, construiu sonhos e, seja lá qual tenha sido a razão, o que era então atual, deixou o posto e virou ex.
     O perigo são as recaídas. Sim, elas existem e acontecem com maior frequência que os atuais gostariam. A série me mostrou isso! Ok, não só a série. Sou ré nisso também. Salvo os casos em que é um louco psicótico ou algo do tipo, o ex é um alguém que mantém tudo aquilo que um dia você já gostou, já amou: o cheiro da pele, o jeito gostoso de rir, o modo como fazia surpresas, o beijo, como faziam amor... Nada impede, que num dia de chuva, enquanto você corre para se proteger da tempestade, ele passe oferecendo carona e ao se despedir e agradecer, os anos e mágoas do passado fiquem para lá e o romantismo da chuva que cai la fora, façam seu abraço de agradecimento se transformar num afago na nuca e o beijo no rosto, nos lábios. É muito mais primitivo do que se pode imaginar. Por isso acredito que ex tem que ficar muito bem guardado numa caixa onde as coisas do passado ficam.
     Pense numa roupa velha, que você não usa porque tem um furo inconveniente, mas que você adora, é sua favorita: você não usa, mas deixa guardada.
     Por quê?
    “Você adora”... é o valor sentimental. Se você guarda pra ver, pra tocar, pra sentir a textura e o cheiro é porque você gosta. O afeto está aí. E o que impede de lhe fazer um remendo pra usar?
terça-feira, 25 de agosto de 2015

Preparo

Achei: 
Você que já se relaciona com alguém (seja somente nos fins de semana ou espaçadamente durante ela) e pensa, acredita ou quer continuar neste convívio pra sempre. Pense.
Se você não vê a hora de ficar sozinho para, finalmente!, poder conversar com seus amigos, seus grupos de conversa, ou com alguém em particular pelo celular. Repense: ainda não é hora.
Se você ainda tem dúvidas quanto a alguém do passado e do seu possível futuro, se acha a ideia de uma só pessoa no mundo inteiro, pro resto da vida, difícil de lidar, pare! Pare e volte sem dúvidas.
Se você acredita que vai não terá que dar explicações, ou satisfações, pense bem. Já não são seus pais que estarão com você, mas sim uma pessoa com a qual decidiu fazer as compras do supermercado juntos, que vai cuidar de você quando a gripe aparecer, ou que vai aturar o mal-humor num dia difícil... então sim. Essas informações são fundamentais, e é bom que queira das elas.
Se você acha que pode levar a vida de solteiro/a que antes tinha: de baladas, festas, flertes... Aviso: a não ser que seu companheiro/a não se importe, são coisas que deverão deixar de existir. Então, pense mais um dia inteiro.
Dividir a vida é muito mais que se enfiar numa casa e assim ir levando como dá, quando dá...
É exposição. Você fica nu e não falo só no sentido metafórico. O parceiro/a conhece seu corpo da forma mais crua que existe, sem, muitas vezes, o preparo que antes tinha quando se viam de vez em quando. Os pelos do corpo crescem, você acorda com mau-hálito, nem sempre acorda com bom humor, nem sempre tem disposição para cozinhar, para conversar, para fazer sexo. Você será você como nunca foi.
Você saiu da casa dos pais que lhe deram o lar, que cuidaram, deram o conforto e tudo que o melhor deles podia dar e, por mais que às vezes não fosse como queria, são seus pais e sendo gordo ou magro, alto ou baixo, bonito ou feio, com ou sem espinha na testa, lhe aceitam do jeito que é e não enjoarão de você.
Dividir tem como sinônimos partilhar, compartir, compartilhar...
Você compartilha os dias - todos eles, bons ou ruins, as conquistas, as derrotas, erros e acertos, decisões, medos... E no, fim, se é isso mesmo, nada disso será visto e vivido com penosidade, com lamento, ou um fardo obrigado.
Será vivido e divido com alguém que aceitou dar a mão para seguir juntos, o ombro para se apoiar quando o outro fraquejar, que compartilhou a mesma ideia, que aceitou os defeitos e que também quis melhorar.
Se a ideia de ser humano diariamente com outro assusta, espere. Tenha calma. 
Ainda não é tempo pra você.


    

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Os 5 KM que falaram comigo

Achei: 
Há quase um mês, participei da primeira corrida da minha vida. Foram 5,46 km percorridos em 41 minutos e 49 segundos. Essa informação não seria grande coisa e você seguiria sua vida feliz (ou infeliz) sem muita diferença. O fato é: esses 5,46 km me disseram muita coisa...
Em 2008, por falta de instrução correta, lesionei o joelho direito durante um treino e desde então ele nunca mais foi o mesmo. Procurava atividades físicas com pouco impacto e evitava correr, achava que isso deixaria ele pior. Durante anos tive resistência à corrida.
Este ano isso mudou.
Depois da vida me dar um "sacode" comecei a focar em coisas que me seriam importantes, e a corrida foi uma delas. Entrei para um grupo de corrida e, embora o início tenha sido pesado, comecei a ver bons resultados, achando que seria possível alcançar meu objetivo: conseguir correr 2,5 km em 12 minutos. Então, por incentivo dos meus dois excelentes professores, me inscrevi para participar da minha primeira corrida, que seriam 5 km com direito a medalha por participação. 
Pensei mesmo que não conseguiria, pois, nos treinos, eu alternava entre corrida e caminhada no máximo 4 km. Mas o incentivo foi grande e, lá fui eu... A noite anterior tinha sido terrível, a madrugada foi de sono perdido e, com os olhos inchados, saí de casa quando o sol ainda nem dava vistas.
O resultado foi extremamente positivo: não somente concluí a prova, mas o fiz num tempo inferior ao que esperava. Estava extremamente realizada porque tinha sido capaz.
Não muito tempo depois, um amigo sugeriu que eu participasse de mais uma, agora 7 km. Me inscrevi morrendo de medo de não dar conta, de ficar fatigada, perder forças nas pernas, de ver todos os outros me ultrapassarem e perder ânimo...

Há dois dias participei desta corrida: os 7 km foram concluídos com muito sucesso em 55 minutos e 32 segundos, a medalha foi maior e o orgulho também.

O que vou dizer pra finalizar esse post (de quase auto-ajuda) é que aqueles 5,46 km iniciais me disseram muita coisa. Disseram que eu poderia correr 7 km, depois 10 km e então uma maratona. Mas disseram, com mais precisão, que posso conseguir tudo o que eu quiser.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Linho

Achei: 




Estavam sentados se olhando há algum tempo e, no silêncio do restaurante, entre sussurros de outros casais apaixonados, aquele tempo era uma eternidade.
Fora diferente dessa vez: ela o convidara pra sair. Ele aceitou. E ele sabia o que ela queria. Na primeira vez ela deixara tudo muito claro. “É só isso.”
Sua taça de vinho estava pela metade e ela olhou o cristal puro, passou os dedos com delicadeza por sua borda, sorriu sem dentes, só puxando o canto da boca. Ainda se olhavam. Conversaram, sempre se davam bem nas conversas. Riram. E, mais uma vez, se olharam.
Ele parecia meio desconcertado mas se aproximou. Afastou com uma das mãos os cabelos de seus ombros e beijou o espaço entre a orelha e o pescoço. Ela deu um gemido suave, como quem tinha gostado. Sentiu seu cheiro e seus músculos se contraíram... Ele a puxou mais para perto, segurando pela sua cintura. Ela o olhou com aqueles olhos castanhos e pupilas gigantes, de baixo pra cima, meio inocente, meio tentadora. Dera certo. Pegou em seu queixo e a beijou.
A conta já estava a caminho, e eles também.
Ele sentia esse estranho frio na barriga, nervosismo talvez, querendo que tudo saísse novamente bem.
Ela estava bem na sua frente e, sem aviso, deixou seu vestido cair, a cor era somente pele...
Seu ventre queimava! Num ímpeto pegou-a pela cintura, colocou-a sobre a escrivaninha e a beijou novamente. Ela soltava gemidos entre os beijos - e isso o enlouquecia, arranhava suas costas e conduzia seu quadril, no ritmo certo.
Os lençóis de linho branco estavam bagunçados, misturados ao suor e aos corpos que cobriam. Ele acomodou sua cabeça em seu ombro, ela o abraçou com uma das mãos, encaixou.

Estava um pouco frio e ele a puxou para mais perto, o calor de seu corpo o aqueceu e, logo adormeceram.

"Sin billete de vuelta"

Achei: 


"Cierro los ojos, son demasiados años."
...
Eram exatamente 06h09 da manhã e ela aguardada com serenidade seu voo. Depois dessa viagem, não tinha garantias de um retorno. Não tão breve, pelo menos.
Enquanto esperava, seus olhos passeavam pela sala de embarque e viu algumas crianças lendo revistinhas compradas nos free-shops, duas senhoras que conversavam alegre e silenciosamente, um jovem casal que não desgrudava mãos e lábios, provavelmente em viagem de lua-de-mel, e, ao observar um músico com seu instrumento, seus pensamentos foram longe....
Lembrou o porque de ter comprado somente uma passagem de ida. Como seu coração estava partido em metafóricos e incontáveis pedaços. E que deixou muitas coisas pra trás por culpa disso: sua família, seus amigos (os de verdade), seus livros – quantos livros!, seu antigo emprego, seus antigos sonhos, seus planos... Era tempo de ir embora.
É complicado. Toda essa besteira de amor é complicada.”
Os alto falantes fizeram a chamada de seu voo, mas aguardou para que os mais apressados entrassem primeiro.
Seu telefone toca: o número era conhecido, mas já não tinha nome nem rosto.
Alô?” ela disse. A voz, já conhecida, disse: “É verdade que você vai embora? Não acredito que você vai embora! Você não me disse nada, por quê? Você vai mesmo?!” havia um desespero contido nas perguntas.
Sim, eu vou embora. Eu não tenho o que te dizer. Não tinha um porquê de lhe dizer há muito tempo. Sinto muito. Eu tô na sala de embarque, neste momento.” O telefone ficou mudo por um tempo. 
Do outro lado da linha ele ia perguntar se era tarde, mas a ligação caiu. Quando retornou, estava sem sinal dando certeza de seu embarque.
quinta-feira, 28 de maio de 2015

No fim do dia

Achei: 
No fim do dia quero chegar do trabalho, cansada, com os pés doendo e receber um afago, um cuidado um “senta aqui, deixa eu cuidar de você...”
No fim do dia quero ouvir como foi o seu dia. Quais as desavenças no trabalho, ou por quais êxitos foi aclamado. Passar por você enquanto aprecia o jantar e beijar sua nuca, lhe fazer companhia. “Sabia que acabou o macarrão?”
Quero lhe contar uma história engraçada. Sentar ao seu lado, curtir seu abraço e lá me perder. Quero sentir que foi a escolha errada, equivocada, certa, adequada, mas, que a escolha foi minha. No fim do dia quero compartilhar meus medos, revelar meus segredos e não ter medo de ser eu.
No fim do dia quero sentar e rever meus planos, ver o andamentos dos nossos sonhos, ouvir sua risada ao fundo (“Ele tá rindo do quê?”), enquanto uma se forma em mim.
No fim do dia, ao me deitar ao seu lado sentir seu cheiro quente, quero olhar para o par de olhos amêndoas e fechar os meus...

No fim de cada dia, ir dormir com a certeza de que, pela manhã, são eles que irei encontrar.

Imagine só!

Achei: 
Em algum momento, projetamos algumas coisas em nossas vidas. Umas bem viáveis e realizáveis, outras um tanto absurdas. Aquelas coisas que jamais esperaríamos que acontecessem, pois fogem do óbvio.
Traição vinda de alguém que jurava a amizade. Segurar um sapo. Começar a viver uma vida sem amor. Um tímido falar em público e conquistar o carinho de quem ouve. Correr 5 km era impensável. Conhecer o amor de sua vida e futuro marido pela internet era ainda mais absurdo.
Quanto mais recorrente as coisas "inimagináveis", mais elas se tornam comuns e mais deixamos de duvidar que tudo pode acontecer.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

(re) Empezar

Achei: 
"Passei o dia ouvindo o que meu futuro me reserva e não gostei nem um pouco. E agora você vem me dizer que eu tenho um recomeço com a mulher dos meus sonhos." Modern Family

E foi a segunda coisa mais linda que ouvi. A primeira está guardada. 
Eu ouvi isso e chorei, porque a ocasião pedia, e passei a refletir (mais ainda se possível). 

O que quero da vida e o que ela espera de mim?

Felicidade é a resposta imediada. Mas a felicidade vem agarrada a muitas coisas: conquistas, viagens,  momentos, pessoas...
O que importa, no fim, é exatamente o que nos fará feliz. 
E a dificuldade vem em conquistar e, muitas vezes, manter. Conquistar requer dedicação, empenho, trabalho. Manter exige dedicação, emprenho, trabalho. Nada vem de graça e às vezes esquecemos a importância dessas coisas em nossas vidas e, junto a isso, do que precisamos deixar pra lá para mantê-las. Perder para ganhar. Transpor o intransponível visando o mais grandioso: o nosso eu que precisa estar contente. 
Me fiz muitas perguntas durante essa semana. Obtive respostas, obtive respostas desagradáveis, obtive as respostas que precisava. Mas a conclusão desse momento é justamente encontrar o ponto de ajuste. A porta para fechar. O obstáculo para saltar. A engrenagem que precisa ser azeitada para rodar melhor.
Bem, acabaram minhas metáforas.
domingo, 24 de maio de 2015

Sonhos eróticos

Achei: 
Eu sonho. Sonho muito.
E há um tipo de sonho, curiosamente, muito frequente...

Ele se aproxima. Encosta o rosto no meu pescoço e sente o cheiro dos meus cabelos. Beija três pontos diferentes das minhas costas. Meu corpo estremece. Ele passeia as mãos por elas. A febre se instala. O desate de um nó e as duas mãos enlaçam o resto do corpo. Seus lábios são macios, sua pele tem o cheiro mais primitivo dos cheiros: de homem.
O beijo é macio como o lóbulo da orelha.
A camisa foi embora e a penumbra mostrou o contorno dos grandes ombros e uma pele tão alva quanto a que possuía. Estava ruborizada. Com a força de um bárbaro, carregou-me. Vi o reflexo dos dois. Senti o gosto do pecado, gemi baixinho. Olhei para o teto e pensei "que sonho louco". Estava silêncio. Os olhos cor de avelã estavam fixos e expressavam o que poderia ser qualquer coisa ou alguma coisa. Não ouvia vozes, ninguém falava, não com palavras.
E, depois de muito, muito tempo, eu me entreguei.
...
Estávamos deitados e eu usava apenas um lençol fino. Um sorriso de canto de boca se formou.
Fechei os olhos e, agora sim, estava pronta para uma noite de sonhos.
domingo, 17 de maio de 2015

Definitivo

Achei: 
     "Definitivo, como tudo o que é simples.
   Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
    Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
     Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar...
   Por que sofremos tanto por amor? O certo seria não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
    Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais.
    A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
     A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."



    Carlos Drummond de Andrade [Com adaptações]


domingo, 3 de maio de 2015

Reflexões

Achei: 
Quem é essa gente pulando? 
Esse tipo de festa não é pra mim... Não tenho mais idade pra isso. Não combina comigo.
Olho pra garrafa de cerveja na minha mão, brinco com sua borda... Nem gosto de cerveja!!
Pensei nas viagens. Preciso muito viajar. Preciso de ares novos pelo meu rosto.
Penso. 
Quem essa gente procura? Quem esperam encontrar aqui? Aqui não é lugar pra encontrar um novo amor. Nem no supermercado. Nem na farmácia. Nem na biblioteca. Em lugar nenhum. É triste. Isso não existe. 
Minha amiga conversa com alguém. Busco a segunda garrafa de cerveja. Céus, mas eu nem gosto de cerveja!!
Sento, novamente. Os pés não são os mesmos. Os tempos são outros.
Estou com fome. Acho que a última coisa que comi foi um Doritos e umas duas jujubas.
Começa a tocar umas músicas da minha época de adolescente. Fiquei animada. O que me fez lembrar do taxista que colocou umas músicas deprimentes enquanto chovia. 
Tirei os saltos. Puxa, sou baixa! Alguém derrubou umas garrafas e tinha vidro espalhado. Tem um rapaz com uma camisa do Heisenberg. Fica estranho pedir pra tirar foto? O que me lembra da que ainda estou triste pelo fim da série.
Porque não dançar? Nem tomei a tequila de cortesia. Mas nem gosto de tequila. E porque estou bebendo cerveja?! Não vejo a hora de dormir.
Semana que vem a rotina volta com tudo. Ainda tenho que estudar. Tem consulta na segunda. Preciso de férias. Quanto tempo falta pra viagem? Tenho que comprar aquelas almofadinhas pra dormir em avião.
Cada vez mais perto. 
Isso não vai preencher nada. Esvaziou. Acho que vou ficar assim por um bom tempo. Umas temporadas, talvez.
Já vai acabar? Quero hamburguer.
A festa tá acabando. As pessoas saíram daqui mais realizadas? São pessoas melhores?
Não estou julgando. Estou aqui também. Terça tem corrida. Será o que o tênis já secou?
Tenho que refazer planos. E os blogs estão desatualizados. Olho pra minha mão, as unhas estão crescendo. Olho pra lugar nenhum. Olho pra minha mão novamente. Queria comprar uma casa. Um lar. Ter ma banheira no banheiro. 
Acabou. Minha amiga também quer comer. A moça nem trouxe guardanapo. Meu hamburguer é mehor. 
Sangro por mais tempo do que imaginei. Será que isso vai passar logo...?
Finalmente a cama.
Está quente e quieto aqui.
Um lugar tinha que estar.

sábado, 2 de maio de 2015

"O diabo mora nos detalhes."

Achei: 
Acabou.
Era esperado? Sim, era. 
Eu já sabia que o tempo que restava era pouco, que o fim era iminente. E também já me preparava para este momento.
Foi doloroso. Claro que foi! Ainda sinto os prazeres de cada capítulo.
Cada dia, hora, que passava significava um passo mais próximo do "adeus". 

E chegou. O fim foi triste, exatamente como imaginei que seria... Ele chorou, ele se foi. E eu chorei.
Ainda não me acostumei com esse vazio. Isso requer tempo e, talvez, uns momentos para relembrar...
Foi intenso, foi único e eterno. 

Sinto falta, desde já, Breaking Bad. Walter White. Heisenberg.

"Say my name."
sexta-feira, 1 de maio de 2015

Amargor

Achei: 
Empurrei suas mãos para longe. Levantei com fúria e, apontando o dedo em sua cara, disse: "Nunca mais!"
Algo foi balbuciado.
"Esse cheiro de sexo que sua boca tem não é meu!"
Lavei meu rosto. O gosto amargo de sexo e traição ficou na minha boca.
Usei um sabão com cheiro de uma flor qualquer.
Pensando bem "Um banho seria melhor."
sexta-feira, 24 de abril de 2015

Drágea

Achei: 
Antes a vida fosse mais simples e as dores fossem embora com ajuda de um comprimido.
"Ái, que dor de cabeça! Deixa eu tomar esse doril aqui..."
Como seria fácil!
Mas seria uma tolice querer que as dores da alma fossem embora com tanta facilidade.
O único remédio que existe é o tempo: o tempo para deixar distante o que era recente, acalentar os ânimos e trazer novas perspectivas.
O mundo não pára para que juntemos os pedaços que sobram.
domingo, 19 de abril de 2015

Tempo Verbal: Futuro do Pretérito

Achei: 
Dentre as muitas funções do Se uma delas é de ser conjunção subordinativa condicional, que, pelo nome, estabelece um sentindo de condição, um "caso não..."

Vivemos constantemente com isso. Com condições, possibilidades, uma remessa de "talvez".
Bem, a vida, às vezes, tem planos diferentes.
É o que sempre teve de ser.
Se determinada situação acontecesse, muitas outras seriam formadas e outras deixariam de existir.
Abrem-se portas, fecham-se janelas e o mar de "ses" é infinito.


domingo, 12 de abril de 2015

Dia de chuva

Achei: 
Ela olhou pra ele, e olhou durante alguns minutos enquanto ele falava. Olhou nos olhos, e alternava entre o olho direito e o esquerdo. Seu peito apertava. Ela não queria dizer adeus...
Ela pensou que poucas coisas em sua vida tinham lhe magoado tanto. Como se sua  própria existência agora lhe entristecesse. Olhou para o céu e pediu...
Pediu que aquele espinho no peito sumisse, e as dúvidas o acompanhassem. O coração havia se partido em pedaços incontáveis e a culpa talvez fosse sua. Talvez
Ainda não era o momento de acreditar no que estava se desfazendo. Viu seus sonhos sumindo dentro na névoa espessa e chorou como um recém nascido.

Desejou não amar tanto.
Desejou um vira-tempo.
Desejou deixar pra lá.
Desejou que não fosse tão difícil.


"Seria diferente, se pudéssemos ter outra chance." -  O brilho eterno de uma mente sem lembranças.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

O bosque

Achei: 


Entardecia. Caminhava pelo bosque há algumas horas, não tinha ideia de quantas, mas sei que caminhava há muito tempo. Eu estava cansada. E veio a chuva: forte e fria. Mas eu precisava caminhar, precisava chegar a um lugar que nem conhecia, mas que devia ser quente.
A caminhada começou bem: solo regular, com poucas pedras pequenas, vegetação rasteira e ainda era possível, ao olhar para o céu, ver um pouco do sol. Depois da primeira hora percebi que estava cercada por arbustos e enormes árvores, haviam galhos e troncos pelo caminho, e a umidade pesada entrava pelas narinas. A caminhada se tornava cada vez mais difícil. Veio a chuva, e os pingos gélidos eram como pequenas agulhas na minha face já amortecida.
Nem percebi ao certo quando anoiteceu. Mas já caminhava com dificuldade.
Parei e encostei-me numa árvore de tronco grosso, sentei-me e senti o peso doloroso dos acontecimentos recentes, talvez tenha chorado, preferi pensar que não. Aquilo não era mais permitido, não depois de tudo...
Estava desesperada pelo meu abrigo, errei algumas vezes pois só o luar me acompanhava, mas senti que o caminho era aquele, que a solidão me daria o espaço necessário pra pensar.
Então, enxerguei o que considerei ser meu ponto de luz, o abrigo essencial. Corri. Corri muito numa tentativa desesperada de encontrar seu calor e, quando finalmente entrei nele, lá dentro, nevava.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Motivação

Achei: 
Não importa qual a sua, tenha uma.
Se falta comida na mesa, se não é possível comprar aquele sapato legal, ou se quer viajar e o dinheiro não tá dando, use isso para arrumar outro emprego que pague mais.
Se as brincadeiras com seu peso lhe magoam, a calça não fecha, nenhuma roupa fica bonita ou o olhar do namorado pra outra mulher te faz pensar, use isso para mudar os hábitos. Corra, coma bem, faça bem a você mesmo.

Ela é que permite que você não fraqueje nos momentos mais difíceis. Que te permite ter fé e sonhar. É importante ter algo que preencha suas células com vontade de ser melhor.

Vejo a motivação como o ingrediente determinante para que a receita da sua vida, da sua felicidade, do que lhe faz bem, ou do que você simplesmente quer, dê certo.






domingo, 8 de fevereiro de 2015

Entender

Achei: 
Nunca foi dinheiro e, finalmente hoje, as lágrimas virão. Enxurrada delas.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

"Eu sou o Máximo!"

Achei: 

Sabe aquele tipo de pessoa metida a portadora da verdade, da integridade e dos bons costumes? Fique de olho.
Tenho nojo de pessoas que inflam os pulmões e enchem a boca pra dizer “Ah, viado é isso... viado é aquilo.” “Gay não é coisa de Deus...” ouço isso de pessoas que têm filmes pornôs na gaveta e que trocam mensagens obscenas com mulheres que não a sua. Bom, fique sabendo: pornô e adultério também não são coisas de Deus. Heterossexuais quebram lâmpadas no rosto de gays, mulheres são estupradas porque usavam roupas provocativas e o monstro é o viado que pinta o cabelo, requebra o quadril e fala fino?

O ser humano é muito hipócrita.


Qual o problema do viado? Ele comer sua bunda? Bem, vou dar uma dica: não dê ela pra ele.
domingo, 25 de janeiro de 2015

A regra é clara

Achei: 
Quem somos nós para fazer julgamentos?
Podemos afirmar em algum momento que nunca erramos, que somos os mais corretos nas decisões ou que nosso, e somente nosso, equivoco é justificado?
O que nos diferencia?
O que nos torna superiores?
Ahhh... tu vistes 'Fulana'? Já trocou de namorado, tá com o cara que tem um carrão, e banca ela em tudo... Só interesse!”
E 'Beltrano' gasta todo o dinheiro em farra, vive bebendo, maior galinha. Não quer saber de nada sério com nínguém!”
"Lá vai a "Sicraninha"  que nem terminou de pagar o carro e já vai trocar de modelo outra vez."
Olha mamãe sempre me disse “Minha filha, tem que ser interesseira sim!”. Eu concordo. Fui bem criada, não no luxo, mas sempre com as melhores coisas, melhores oportunidades e se eu quisesse me enroscar com um milionário velho e feioso só por tudo o que ele poderia me proporcionar, isso seria comigo e mais ninguém. Eu levei em consideração que teria que ser interesseira sim. Por isso sempre tive em mente que queria o melhor pra mim: bom caráter, inteligência, bom humor, bons valores, companheirismo... E qualquer que fosse minha escolha, seria minha e ninguém teria nada a ver com isso. Mas as pessoas querem ter.
Não querem aceitar que cada um é feliz, se satisfaz ou faz o que quer, como quiser, com quem quiser, da maneira que bem entender. Não é por considerarmos “certo” que alguma coisa, ou alguém, é melhor pra uma pessoa que de fato o seja.


Não sei exatamente quando, mas lembro que tive meu tempo de “condenar”. De reprovar as atitudes ou escolhas de gente, inclusive, que nem conhecia. Fico feliz que essa fase tenha passado. Claro que hoje ainda me desagrada ver, ou constatar determinadas coisas, mas meu entendimento hoje é que “não é da minha conta”, exceto quando for da minha conta. E que, apesar de não concordar ou desgostar dos atos e escolhas de uma pessoa, eu entendo que cada um faz o que considera melhor pra si. E que sigo a seguinte regra de um certo tempo pra cá: Se eu que pago as minhas contas, compro as minhas roupas e pago por cada prato de arroz e feijão que como, tenho nariz suficiente pra decidir todo o resto da minha vida.
domingo, 18 de janeiro de 2015

Desconexo

Achei: 

Me acostumar com o vazio é perigoso.
Se tiver tempo para pensar: decido. Decida. Descida...
Lembra do que já foi esquecido? Como lembrar do que nunca existiu?
E a memória de flashes negros. Atormenta. E há tormenta.

Teus lábios são de uma poesia tranquila. Teu amor sereno. Os dias são longos e as semanas intermináveis. Vem tempestade.

Não esqueça o guarda-chuva.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Somos todas masoquistas

Achei: 
Uma vez me disseram "Sofrer para bela ser." 

Talvez alguns façam ideia, mas só nós mulheres sabemos ao certo o quanto sofremos, dor física mesmo, para ficar bonitas. Ou no caso das que já são (como eu), para realçar a naturalidade dessa beleza. 
Bem, nós sofremos muito e gostamos porque pensamos no resultado, só finalidade nos importa. É uma causa maior!
Quem mais passaría por uma sessão de tortura, onde espalham cera quente em nosso corpo e com um puxão arrancam os pelos pela raiz, só pra ficar com a pele lisinha?
Qual homem passaria mais de 3 horas numa cadeira de um salão de beleza para que alguém passasse creme, hidratasse, lavasse, puxasse, cortasse, secasse, repuxasse e enrolasse seu cabelo e isso tudo ouvindo muita fofoca e cheirando muita fumaça de secador? 
Quem mais teria os pelos das sobrancelhas arrancados para ter aquele olhar fatal? 
E para ter unhas lindas?! 
Sofremos pra escolher a roupa certa pro almoço de domingo, ou as peças ideais para a noite perfeita.
Ou por cansar olhando lojas, provando roupas e combinações diferentes, experimentando sapatos escolhendo os brincos perfeitos, a maquiagem de acordo para aquela data importante.
Obviamente gostamos do resultado, porque se não fosse a satisfação pessoal de se sentir linda e de arrancar olhares ao passar, não suportaríamos isso por alguém que não reconhecesse ou, pior ainda, nem percebesse.