segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Receita de felicidade

Achei: 
Se eu ganhasse um prêmio na loteria certamente seria feliz e conseguiria viver bem realizando meus sonhos. Realizando aquilo que o dinheiro pode e não comprar.
Mas não preciso de milhões na conta para ser feliz. Posso conseguir a parte material com meu salário de professora e, quem sabe, com um segundo emprego. Minha felicidade está associada a eu poder realizar pequenos desejos, ter meu lar, com uma linda cozinha, uma varanda, uma grande cortina e um cachorrinho branco.
Um amor que preencha as lacunas deixadas pelo tempo.
A delicadeza dos afetos. A consideração. Sorrisos verdadeiros e gostosos. Chorar com um filme bonito. Nadar, fingindo ser sereia e batendo barbatanas imaginárias. 
Sentar, fechar os olhos e ser engolida pelo vento.
Rolar pela cama, fazendo manha para espantar a preguiça. Abrir os olhos e ver um par de pálpebras.
Poder acordar tarde num domingo, andar de meias pela casa e sentar, com uma xícara com café e leite, numa cadeira de balanço e apenas apreciar a manhã que caminha.
Nada disso é comprado.



Sempre disse que coisas simples me fazem feliz. 
Bem, é verdade.

Minha vida de escritora não renomada

Achei: 

domingo, 3 de agosto de 2014

Detalhes

Achei: 
As pessoas se enganam quanto à minha aparência. 
Não porque tenho um rostinho bonito e por isso, talvez, não seja lá muito esperta. Mas, pelo fato desse mesmo rosto ser sereno (talvez ingênuo), e na maioria das vezes risonho, e por isso eu seja desatenta em relação às coisas. 
Esse é o maior engano que alguém pode ter sobre mim. Adoro detalhes. Percebo eles mais que a maioria. E meus doces olhos gostam de observar.
Sim. 
Percebo quando alguma coisa está errada. Quando os detalhes não batem. Percebo quando trocam meu nome, por outro que fez parte do passado, durante uma conversa. As palavras sendo escritas. A vírgula que foi colocada ali e não aqui. 
Acontece que as pessoas acham que esses pormenores passam despercebidos por mim porque eu não me manifesto, não contesto, não solto um "piu".
Em defesa de minha qualidade, digo que eu divido essas observações em duas categorias: as que eu percebo e comento, e as que eu percebo e não vejo motivo, ainda, de me manifestar.