sábado, 19 de julho de 2014

Da vida, da morte e do que é de verdade

Achei: 
Vez ou outra penso sobra a morte. Da única certeza da vida, de como tudo acaba.
Pois, quando acaba, nada mais é possível e não sabemos o que vem depois.
Quando ela acaba, acaba junto todos os relacionamentos, todos os planos e promessas.
Você deixa de ter oportunidades para se expressar, para dizer que ama alguém, pra olhar nos olhos, para abraçar, para beijar...
Levei muito tempo para perder o medo de certas coisas. Levei tempo para criar coragem para outras. Situações e pessoas diferentes requerem isso.
Às vezes, o receio de não ter a mesma resposta, o mesmo carinho ou até um "eu te amo" baixinho, me fazia permanecer com um pé atrás, me protegendo de uma decepção.
Mas o dia de nossa dia daqui deste mundo é tão imprevisível quanto o que uma outra pessoa pode sentir por você. E acho que a perspectiva de morrer, e ir sem deixar minhas palavras e carinhos aqui, com as pessoas que lhes têm direito, permite que eu deixe de lado o justo medo da vergonha da não correspondência.

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