quinta-feira, 5 de junho de 2014

Ducha

Achei: 
Aline teve um dia "daqueles".
No trabalho, foi exigida ao máximo. Discutiu com seu chefe e teve uma leve suspeita que seu cargo estivera por um fio.
O trânsito pra casa foi um caos!
Motoristas buzinando loucamente, ultrapassando onde não deviam e motos passando em velocidade da luz ao lado de seu retrovisor.
Em casa, as coisas estavam uma bagunça! O marido se divertiu espalhando roupa suja pelos quatro cantos do quarto. Lhe deu um beijo genérico e só.
O nível de estresse estava grande. Nas alturas! Não precisava de "estressômetro" pra saber disso.
Precisava sim de um beijo decente do marido, de uma massagem, e fazer amor e tomar chocolate quente depois... aquilo sim iria levar todo estresse embora.
Então, depois de guardar as coisas do trabalho, tirou toda a roupa, foi para o banheiro e disse ao marido "Vou tomar uma ducha. Vem comigo?". Ele murmurou algo sobre um jogo que estava passando. Aline trancou a porta.
Ligou o grande chuveiro do banheiro e deixou que a água morna caísse em sua cabeça, pescoço, seios, barriga...
Usou um sabonete de baunilha, seu preferido, que fazia muita espuma e o aroma era doce.
Toda ensaboada, escorregou lentamente pela parede e sentou no chão branco. Pegou a ducha que vem acoplada ao chuveiro e puxou para que funcionasse. Agora, tinha um pequeno jato de água morna mas mãos.
Lentamente, foi tirando a espuma do sabonete de seu pescoço, dos braços, um por um...
Brincou um pouco com a espuma em seus seios, apertou-os de leve e sorriu mordendo os lábios.
Depois das pernas, parou sobre o que ficava no meio delas.
Ali sim, seria necessário mais tempo.
Imaginou que quem estava ali era outro homem, e não o marido que ligava mais para o futebol que para o sexo no chuveiro com a esposa.
Ele. Imaginou ele com o cheiro do suor de um dia duro no trabalho, e as botas pesadas. Os cabelos bagunçados e aquele sorriso malicioso que mais ninguém dava.
Ele, que segurava sua cintura, levantava-a e encostados na parede, mexia seus quadris. Enlouquecia-os.
Ele, com aqueles olhos castanhos profundos, penetrando-a.
Repetidamente, até o momento do gemido de ambos em uníssono...

1 comentários:

Anônimo disse...

Nosssa...;) ;)