segunda-feira, 26 de maio de 2014

Prática e perfeição

Achei: 
"Eu amo você!" Não.
"Eu... Amo... Você..." Não, muito misterioso. Melhorei a postura, olhei para o espelho e:
"EU AMO VOCÊ!!!!!" Eita! Definitivamente não.
"Por que é tão difícil pronunciar palavrinhas tão pequenas?" Pensei.
Mais uma vez "Só queria dizer que eu amo você."
"Amooo vocêêê."
"Simplesmente am..." Não!
"Te amo..."
"Eu te amo." Irk!
...
Nós encontramos pela noite, ele programou um encontro para nós dois.
Sentamos, e não conversamos muito. Ele logo puxou minha mão e a apertou forte. "É agora que ele vai dizer." Eu tinha ensaiando para falar antes, mas se ele queria dizer primeiro...
E, sem ensaios, disse "Clarissa, eu... Quero terminar."

Mulheres e suas "pequenas" coisas

Achei: 
Conversa entre mulheres rende.
Falamos sobre nossas vidas, como anda o trabalho, se temos alguém da família doente. Relembramos coisas do passado, marcamos encontros que muita gente vai cancelar...
E falamos, principalmente, de nossos relacionamentos amorosos (ou a falta deles).
Não deve ser segredo como, geralmente, nos mulheres somos mais observadoras, detalhistas. Que percebemos coisas que quase ninguém percebe. Por um olhar, uma palavra suprimida, uma vírgula no lugar errado. E que sentimos as coisas. Sim, nós percebemos. Sim, nós sentimos.
Ouvimos entre nós que, tem uma amiga dele que a gente desconfia da amizade.
Que ele parece se importar em demasia com certa fulana.
Que (e por quê?) as palavras são os mesmos para a gente, e para todas as outras suas amigas.
Às vezes ficamos sem respostas, e compartilhamos nossas insatisfações, apenas. Mantemos o sigilo porque "há uma linha tênue entre ciuminho e ciÚme" com "u" maiusculo. Mas, ora, palavras são palavras e quando ditas jamais podemos voltar atrás.
Soltei uma frase, uma sabedoria da minha irmã, que, mesmo que eu não seja muito lá favorável, faz muito, faz todo sentido: Homem gosta é de mulher safada.
sexta-feira, 9 de maio de 2014

Quantos meses tem um ano?

Achei: 
Já se perguntaram alguma vez: Um ano? Mas já?!
Ou então: Esse demorou pra acabar, doze meses mais longos da história!
Tenho certeza que sim. 
Tudo depende, certo? Depende do que se está fazendo, do que se está vivendo.
Se as coisas estão ruins, se a grana anda em todos os lugares, exceto na sua carteira ou se está se curando de um relacionamento ruim, um ano é uma eternidade. Cada dia parece conter 30 horas, sem direito a sesta.
Claro que há o outro lado. Quando passa rápido demais para nosso gosto. Quando estamos num trabalho que nos agrada, viajando e conhecendo algum lugar especial, vivendo uma paixão, cultivando algo junto de alguém... Sim. Quando a fase é boa, vamos concordar, não queremos que passe rápido.
É o desejo de ter a felicidade passeando mais um tempo em nossas artérias. Que o corpo apure os efeitos.
Queremos preencher espaços e de viver nossas vidas, lidando com um relógio imaginário (que às vezes atrasa, ou corre demais), do nosso jeito.
Doze meses não é muito ou pouco tempo. 
São sempre os mesmos 365 dias, disponíveis para dar a eles o peso e a duração que sejam fundamentais para nós.