quarta-feira, 31 de julho de 2013

Gravitando

Achei: 
É bom. É muito bom sentir outra vez.
Não é bom quando você consegue respirar e sentir um perfume de pele? De passar a mão por cabelos úmidos e observar olhos sonolentos? Que se fecham rápido...
Sensação boa é essa de observar sorrisos espontâneos. E compartilhar uma gargalhada. Ou duas. Três...
É cedo pra dizer?
Não tenho respostas.
Tenho dúvidas, receios e somente uma moeda para apostar nesta temporada.
Tenho vontade de dizer...
Se pode requerer direitos de algo que não é “seu”?
Com isso, não é permitido dizer coisas bobas, admitir saudade ou enviar afeto por envelope.
Coisa curiosa... Gravito por uma zona conhecida, que olha de esguelha e amedrontada.
Tenho a impressão de ver coisas do passado se repetindo, mas, acreditando que tudo será diferente.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Rainha de gelo

Achei: 


O travesseiro escuta e está um pouco molhado.
Quando tudo parece estar bem, no lugar e em harmonia, os olhos dizem outra coisa. Eles mentem. Mentem todos os dias.
E só medo? Não. É mais que isso.
Muita coisa aconteceu, muita coisa mudou... E é difícil caminhar novamente com firmeza num solo que se tornou perigoso, como areia movediça.
É só medo? É egoísmo?
Nem sei mais.
Há muito tempo paira a confusão, a incerteza e o receio de um antigo conhecido meu.
O pior é conviver com o medo de estar cultivado minha solidão.

“Eu sei que dói. E seu coração se partiu. E você só pode aceitar tudo. Siga em frente, siga em frente.” Walk on – U2

Costume

Achei: 


Não se acostume em dizer “Estou com saudade.”. Em ouvir um “Eu também...”
Melhor não repetir com frequência “Gosto de você.” “Gosto do seu sorriso.” “Gosto de sentir você, assim, perto de mim.”
A tendência, sabe-se lá porque, é que sue objeto de afeto perca o interesse, o gosto da conquista, o prazer em te arrancar um sorriso.
Não espere. Não espere pelas melhores coisas, atitudes e realizações.
Conte com aquilo que sai de você, e que no fim é a única certeza que pode carregar.

Continho antigo

Achei: 


Sentado em sua cama ele pensa “Será que é por mim que ela está apaixonada?”. Reflete alguns segundos “Não. Claro que não. Senão ela já teria me contado. Somos amigos!”.

Do outro lado da cidade, deitada em sua cama e pensando na possibilidade de abrir o coração e contar pra ele o que estava sentindo e como o queria e deixou algumas lágrimas escaparem, ela desabafou para um quarto vazio “Não posso dizer pra ele! Somos amigos...”.