sábado, 15 de dezembro de 2012

Depois das 22

Achei: 

Há tempo para tudo. Hora para acordar, preparar o café ou estudar.
Posso trocar horários e até pular alguns, tenho prerrogativa para isso.
Mas existe uma coisa que não posso fazer pela manhã ou depois do almoço... Não. Não posso chorar antes das 22 horas.
Antes disso meus olhos podem ser vistos e o rosto corado admite que estou sofrendo por algo. E demonstrar esse tipo de fraqueza não é um luxo o qual posso me dar.
Ser frágil, indefesa... não. Não mais.
Acabo por ter de lidar com o aprendizado e a cicatrização sozinha. Sempre sozinha. Não tenho o direito de pedir para que alguém ouça um desabafo, nem pedir compreensão.
Porque a verdade é que ninguém se importa. Ninguém realmente se importa se meus pais não me escutam, se meu coração esta partido ou se tenho medo do futuro. 
É mais fácil pôr palavras e lágrimas no papel. Nos entendemos.
Depois das 22 todos se recolhem. Apago as luzes e ninguém me vê, ninguém me ouve.
Fico livre para refletir e pensar em soluções e quando nada parecer possível posso me presentear com um choro silencioso... um desabafo solitário. 
Tenho que ir.
Falta um minuto.

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