segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Perfil

Achei: 
Branca de 1,61m, peso não revelado.

Nunca pintei o cabelo, mas mudo a cor do esmalte toda semana.
Odeio políticos, gente tacanha e pessoas mal-educadas por opção.
Já me partiram o coração algumas vezes e sobrevivi; um pouco capenga.
Tenho pavor de insetos verdes, sapos e pererecas. Já comi carne de cobra.
Vou de extremos a gostar de desenhos animados a documentários sobre assassinos em série.
Tenho uma tatuagem e pretendo fazer mais duas.
Amo cozinhar, amo comer, detesto engordar.
Como com muito prazer pupunha, milho cozido e pipoca.
Gasto calorias nadando, arrumando a casa e tenho joelho bichado igual a jogador de futebol.
Jogo vôlei, vídeo game, sei trocar lâmpada e já carreguei sacas de cimento antes das 7 da manhã.
Gosto também de trabalhos manuais como: pintar, costurar, fazer colagem e brincar com purpurina.
Amo Veríssimo, Fonseca, Záfon, King e com 12 anos queria ser uma bruxa e estudar em Hogwarts.
Já assisti ‘À espera de um milagre’ quase todas as vezes que passou no SBT. Mas já adquiri o dvd.
Legião Urbana, U2, Cuarteto de nos, Bruce Springsteen, Billy Paul é o que mais costumo ouvir. Mas danço um forrozinho pra perder umas calorias e animar a faxina.
Adoro animais, menos macaco.
Coleciono lenços estampados, gibis em espanhol e cicatrizes.
Adoro ler e escrevo mais por hobby, mas se ganhasse dinheiro com isso ficaria bem contente.
Trocos cartas com uma amiga em Belém à quase 10 anos.
Não ronco e me mexo bastante antes de dormir. Às vezes me sinto solitária e choro quando a noite chega.
Minto sobre como estou. Não tenho o direito de reclamar: fome e guerra são coisas bem piores.
Antes de dormir sempre agradeço a Deus pela vida e pelo que tenho, sempre pedindo que ele cuide das pessoas que mais amo, e de todos que precisam de seu amor.
Talvez seja nova pra pensar só em trabalho, mas, minha única paixão no momento é conquistar o cargo de agente da polícia federal. Já me disseram que não combina comigo, que tenho cara de professora (até de bailarina!), que chefe de cozinha faz mais meu estilo, que sou muito delicada... Engraçado... não lembro de ter pedido a opinião de ninguém.

E sonho, sonho muito...

Carta para o cupido (antes que o mundo acabe)

Achei: 

"Gostaria de olhar para seus olhos castanhos mais uma vez. De te ver corar. De dizer que ainda te amo. Ora... os anos não impedem isso. E pedir para que me explicasse porque sinto isso se nem o gosto da sua saliva, um dia, eu senti. Não trocamos juras, nem te contei a verdade. Sufoquei-a dentro de mim, e me arrependo. Gostaria de fazer amor com você pelo menos uma vez na vida. E deixar suores se misturarem, e ouvir um gemido de satisfação. O amor foi feito.
Já disse que adoro mitologia grega? Sim, sou apaixonada pelos deuses.”

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Autodidatas

Achei: 

Não somos preparados para certas coisas.
Nunca ninguém nos disse que, em algum momento, alguém que você amava iria te decepcionar tanto, ao ponto de fazer uma incisão que perfuraria e feriria a crença, confiança e o amor que você tinha.
Ninguém nos ensinou que mesmo dando respeito, compreensão e afeto a alguém, esse alguém destruiria toda sua ingenuidade. Que acabaria com sorrisos e apagaria olhares. Conhecemos o egoísmo.
Não nos disseram que existem pessoas fúteis demais, insensíveis demais. Que simplesmente não se importam em não se importar.
Aprendemos sozinhos que dói amar. Que dói compartilhar. Que dói tentar...
Você entrega seu melhor em uma caixinha de veludo. E usam o mais afiado punhal para violá-la.
Não nos avisam que essas pessoas não trazem um aviso de perigo pendurado no peito.
E aprendemos tudo da forma mais dolorosa e que mais nos ensina.
A gente aprende.
Somos mestres em tirar ensinamentos de onde, um dia, já existiu a dor.
sábado, 17 de novembro de 2012

De la santé

Achei: 

Eu não devia ter aberto a porta.
Fui curiosa. Curiosa com a possibilidade de sentir mais uma vez.
O sangue circulou e enrubesci.
Quase enlouqueci. Quase.
E os acúmulos levam à...
Tão perto...
A sanidade fechou a porta.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Da frustração

Achei: 
É possível se sentir frustrada com algo que alguém fez, ou pior, deixou de fazer.
As expectativas intensificam o resultado amargo, e às vezes eu fico muito chateada com a inércia, ou a falta de percepção de alguns.
Não quero gritar, nem usar placas luminosas e nem anúncios em jornais.
As evidencias estão ali, bem evidentes!
Mas eu sei, eu sei de onde vem essa vontade de se manter distante.
Distante da pele, da boca, do corpo...
Não dá pra fazer muito. 
Mas um dia passa, as vontades são satisfeitas e, às vezes, os personagens mudam de posição.