domingo, 8 de janeiro de 2012

Quando eu morrer...

Achei: 
Quando eu morrer não quero que minha mãe chore muito. Nem que meu pai sofra sozinho em silêncio.
Quero que observem uma foto minha, ou procurem na memória, nossos momentos juntos e que nunca esqueçam do quanto que eu os amava.
Que minha irmã não culpe ninguém pela minha ida para evitar a dor. Que ela entenda que tudo acontece por um motivo e que já era meu tempo de ir.
Que meus amigos tenham de mim a lembrança do meu carinho mais sincero e que com o tempo não deixem com que eu faça parte das coisas que se vão rapidamente... quero ser lembrada com um sorriso sem lágrimas.
Quando eu morrer, podem vasculhar minhas coisas, ler meus diários e publicar minhas anotações... encontrar minhas cartas, meus segredos mais obscenos. Quando já não estiver aqui quero que todos aqueles com quem namorei saibam que o que fiz, ou não fiz, foi por amor, vontade ou burrice.
Saibam que sofri bastante por amor. Mas também amei de verdade e com intensidade.
Que fui do tipo que sonhava todas as noites, acordada.
Do tipo romântica e que acreditava no melhor das pessoas e no quanto elas podem nos surpreender.
Que fui uma pessoa normal, com aspirações normais porém sem ser comum.
Que em algum momento fui única e especial.
E que o que eu mais esperava da vida, da minha vida, era que pudesse ser feliz com as coisas mais simples e essenciais: como abraçar os amigos, coçar as barrigas dos meus cachorros, pintar meu rosto, ler Veríssimo, escrever, fazer carinho em meus pais e sonhar com utopias.

No adeus quero muitas rosas amarelas e sorrisos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Lindo texto chiquita...Tristinho mas fala da nossa única certeza na vida né...além do mais a discípula da Ilana Casoy tinha que falar de morte, eu hein! Rs...Não te preocupa com isso ainda, porque a senhorita é muy nueva e vai viver móóóóóóito and as chicas latinas y calientes são ETERNAS. Bjo.
By: Verena Lí

Huan Rafael disse...

que lindo lindo