quinta-feira, 14 de abril de 2011

Um dia namorados

Achei: 

Dia desses encontrei com um antigo namorado meu (de quando eu tinha 17...) de cinco anos atrás. Passei por ele, e perante o sorriso que ele me deu, retribui. Mas não por simpatia ou por boas lembranças. Acho que foi mais pela hilariedade do ‘reencontro’, não foi um namoro dos mais longos. Tinha dezessete anos e era exigente demais com certas coisas. Mas eu achava engraçado como ele era comigo.

Hoje consigo dizer isso. Há tempos eu não diria, mas o tempo permite que um dia eu ache graça de muitas lágrimas que já derramei.
Não foram poucas, mas me sinto bem com tudo isso... arrependimentos e decepções houveram, é claro. Mas nada que não me tornasse mais forte e madura.

Tudo foi necessário.

O primeiro ‘sim’. Os primeiros beijos. Os beijos ruins sem emoção nem frio na espinha.
As primeiras insatisfações.
O primeiro término, sem retorno.
O primeiro amor.
O primeiro ‘é que você e tão insensível...’. o triste primeiro fim. A reconciliação. O coração reconfortado. A relação aberta e tranquila.
O adeus.
As recaídas.
Os outros ‘sins’ precipitados.
As outras insatisfações.
O primeiro a contra gosto.
A oportunidade.
Meses de enamoramento.
Meses de agústia.
Laços, enfim, desfeitos.
As aulas.
O amor idealizado.
O amor não correspondido.
As aulas.
A didática dos relacionamentos.
A luz da liberdade.
As oportunidades aproveitadas.
As taças de vinho degustadas. Foram muitas taças...
Os muitos beijos. Os diferentes beijos.
O deslize suave pelo corpo.
Minha vida.
Ao que me faz feliz...
Adoro relacionamentos, nas suas diversas patentes.

Não tem jeito!

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