sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O tal lance grego...

Achei: 
“- Camisa de quê?
 - Pet. Garrafa pet...
 - Ah ta.”
Foi o suficiente…

A gente não sabe quando o interesse vai surgir. Não basta ser bonito, tem que ter o negócio sabe...? A malemolência, o gingado, e, no caso em questão, o lance grego. “Grego da Grécia! Uau...”
Soma-se isso aos atributos físicos, ao sorriso largo e ao jeito de falar ‘todo todo’ o que resulta? Atração instantânea e aquela sensação no estômago de “eu preciso...”
Precisa dar certo!
“- Ah, e ele disse que vai hoje pra festa.
 - É né...”

O processo agora é de produção. Tomar banho, hidratar o corpo, perfumá-lo, por um vestido bonito, um sapato legal e o brinco emprestado, pra ver se dá sorte (na primeira vez não deu), batom, brilho e festa!!
Mas ai procura, procura e nada...
Termino por curtir o resto da festa, muito reggae e mais fotos.
Nossa última festa.
No dia seguinte vi o minhocão vazio e, mentalmente, pensei “Ahhhh...”
Pois é... mas não dá pra ficar triste pois o Olímpo trata de mandar uma forcinha... manda de lá um cupido, e devo dizer que um dos bons, ou mais precisamente uma das boas, que veio cantando e tudo, algo como ‘ensaboa mulata, ensaboooa...’. Pois bem, com a cantoria afinada a cúpida joga sua flechinha e pronto.
Pronto mesmo.
“- Linda, vem cá.”
E lá vou eu, com uma cara de paisagem, querendo me enterrar.
Papo vai, papo vem...
Mais interessante que o nome é o papo, e mais ainda é o beijo...

 E digo que depois de ser assaltada, de passar uma semana de cão em outra cidade e de dançar muito reggae, não existe melhor jeito de terminar meu último dia, do que com um beijo.

Olha, não é por nada não mas...

Achei: 




Brasília - Candangos - 2011
Por um momento, na verdade por 18 horas, pensei que a minha estada naquela cidade iria ser um transtorno já começando no aeroporto.
Ledo engano...

Quando a turma chega e vejo os rostos amigos percebo então que iria ser bom de qualquer jeito.

Demoramos talvez uma hora pra encontrar nosso hotel, ops! Quis dizer nossa humilde hospedagem... Ah, não disseram que teríamos que dividir um ginásio? Pois é, esqueceram de nos contar esse detalhe...
Mais tarde naquele mesmo dia, sem pregar os olhos, pensamos na sorte que tivemos por chegar ainda na madrugada e se acomodar no escuro. De manhã a discórdia de formava na porta. Quem chegou primeiro? Moço e o credenciamento? Quanto baiano, OXI!

Pensamos também estaríamos tranquilos a partir dali. Antes fosse...
Pra chegar ao centro comunitário, o local mais próximo do nosso alojamento, atravessávamos duas ruas (que eu carinhosamente nomeei de Rodovia JK e BR – 156), andávamos mais uns 75m (até parece que eu contei, mas era mais ou menos isso) e fazíamos isso ou no frio intenso ou com o calor derretendo pestanas.
Quando chegávamos, aonde quer que fosse, tinha fila... fila pro banheiro, pro bebedouro, pra comer, pra acessar internet, até pra tirar fotos.
Comíamos, nos perdíamos pelas salas enumeradas erroneamente, praguejávamos a má organização. E à noite íamos para as festas, num frio de dezoito, dezessete graus.
Festa na UnB! Deve ser ‘Do balacobaco!’

Mas festa na UnB é sinônimo de muito maconheiro, e, consequentemente muito reggae, ou era muito reggae e, consequentemente, muito maconheiro? Tanto faz. O reggae se fez presente tanto quanto a maconha.
Pra dançar nos restava pouco, mas aproveitávamos mesmo assim... é festa na UnB...
Teve colchão furado, gente não conseguindo usar o banheiro, pessoas passando mal pela comida, gente pegando duas, três bananas, tomando suco forte, teve gente que não comeu direito, pois, o restaurante ficava longe ‘que só a porra’!

Teve brinco que dava azar, meninas ficando bêbadas dividindo uma lata de Skol, caras inconvenientes, principalmente os feios. Tivemos jingles de sucesso como o tão escutado “Ensaboa mulata, ensabooa”. Frases de sucesso como “Má rapá, já nasci pronta!”, “Se o Gustavo estivesse aqui, tudo seria diferente...” “Aaai gente.” “Póta que pariu!” “Isso não me sustenta.” “Deeeeuss que me livre!” “ Que, qué isso?!”, fora o gingado todo especial na hora de dançar... e as fotos, fotos, muitas fotos.

Sem falar nos barulhos, gente se pegando na escada dando e recebendo ‘pintadas violentas’, os recém-chegados da festa que não queriam deixar ninguém dormir, batendo nas portas de metal e nêgo gritando no último dia “Acabooooooooooooô!” e quem respondesse cheio de raiva e sono “Arram.”

Luta por certificados, “Cadê nosso nome?!”, aperreio pra arrumar as malas “Temos até as 14h...” “Meu Deus!”, “Podemos ficar até as 18h, mas arrumei um espaço no minhocão...” Bendito minhocão!

Eu me fiz feliz nos 45 minutos de 2º tempo. Voltei só sorrisos para meu, agora, hotel cinco estrelas.

Como termino isto aqui?
Dizendo que faria tudo novamente.
Com os amigos certos, uma pitada de desgraça, e muito reggae eu repetiria a dose, com certeza.

Sério mesmo?

“Arram...”
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Achei: 
Em breve as novidades do ELAEL em Brasília...