terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sempre alerta!!

Achei: 
Nunca, jamais esquecerei o dia de hoje!

Muitas coisas aconteceram neste dia em épocas passadas...

18 de janeiro de 1535 é fundada a cidade de Lima, ou em 18 de janeiro de 1986 88 pessoas morrem em colisão de um avião em Santa Elena, na Guatemala.

Mas em 18 de janeiro de 2011, na cidade de Porto Alegre eu fui assaltada.

Pode parecer coisa comum, pincipalmente nas grandes cidades... bom, mas eu vivo em Macapá, que passei a amar mais ainda, e nunca havia passado por situação, sequer, parecida.

Estava no cinema aguardando minha sessão das 19:35, ao final esperei pela ligação da minha irmã mas o celular dela e do meu cunhado estavam na caixa postal... peguei um ônibus, mas acabei descendo na parada errada. Aguardei, e minha irmã me ligou... me passou umas coordenadas, e foi ao pegar informações com duas moças que estavam na parada que o pivete que me assaltou sacou que eu seria uma boa vítima. Elas me passaram as informações no mesmo momento em que falava com minha irmã, e quando ia desligando o celular as duas moças pegaram um ônibus e o pivete se aproximou...

Foi tão surreal que acho que minha cara estava até meio cômica.

Ele disse calma e educadamente que estava me assaltando... Estava armado e que não demonstrasse euforia, só queria meu celular (um Samsung Corby de R$550,00). Eu sabia que ele não estava armado... Ele não saiu de casa pronto pra isso, apenas viu uma oportunidade e aproveitou-a. Eu lembro que falei “Tá...tá...deixa só eu pegar aqui...” Quando meti a mão na minha bolsa pra procurar o celular, senti o spary de pimenta que meu pai havia me dado faz tempo... Juro que pensei em usá-lo. O moleque era três dedos mais alto do que eu, era magro... eu podia espirrar pimenta nos olhos dele e sair correndo, mil vezes eu já havia pensado em como eu usaria o spray se um dia fosse necessário... Mas na real... quando me encontrei frente à uma situação a qual nunca havia passado, o choque toma conta dos nervos e só o que se pode fazer, e o que é recomendado, é não reagir e fazer o que ele tava me pedindo.

O safado pegou, disse novamente pra eu não demonstrar espanto ou algo do tipo... foi andando, atravessou a rua e depois correu. E eu fiquei, ainda anestesiada pelo choque, parada... Depois veio o choro.

Voltei pra parada chorando e tremendo, não acreditando em tudo aquilo...

Um rapaz que havia acabado de chegar, chamado Eder, veio me perguntar se estava bem. Aí desabei... tremi e chorei mais do que nunca. Contei o que aconteceu, ele ofereceu o celular pra ligar, dinheiro pra condução e foi me acalmando... ele trabalhava numa empresa de segurança e tinha sido militar... me acompanhou e esperou que eu pegasse um taxi. Eu só consegui agradecer com uma abraço... parece tolice, mas o vi como um anjo no meu caminho. Que foi calmo e me ajudou naquele momento. Voltei pro apartamento da minha irmã. E chorei... chorei... chorei...

A imagem que escolhi para este texto foi tirada de um livrinho de tirinhas do Snoopy. É que comprei este livrinho, com o título de “Sempre Alerta!” horas antes do ocorrido. Tem um aviso pra mim...

Coincidência meio irônica.

1 comentários:

Lorenna Braga disse...
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