sábado, 31 de dezembro de 2011

Mais um ano

Achei: 
Chega o fim de mais um ano e, como de costume, me ponho a pensar...

Penso em tudo. Faço uma retrospectiva mental de tudo o que aconteceu comigo, o desfecho de minhas decisões e o resultado dos meus erros.

Às vezes acho graça, às vezes dou um tapa na testa como quem não acredita na própria decisão ruim.

Os ‘porquês’ aparecem... “Porque fiz isso?”, “Porque não fiz aquilo...?”

Me arrependo, é verdade. Mas aprendo.

Este ano de 2011 foi particularmente ambíguo, pois termino uma importante etapa da minha vida, deixando lembranças como combustível da saudade. Guardando amigos conquistados em longo prazo. E de certa forma isso me deixa triste.

Ver o fim de coisas tão boas me deixa, sim, triste.

Por outro lado levo para 2012, e espero que para o resto da vida, grandes momentos, importantes pessoas e lições valiosas.

Um ano novo se aproxima e com ele minhas esperanças se renovam e os sonhos permanecem pedintes. Olhos brilhando, coração acelerado...

Tenho fé no que Deus reservou para mim.

Fé no que 2012 promete.

Fé em mim...


Feliz 2012 a todos!!!

Lá onde os facos não tem vez

Achei: 
Bem que minha mãe falou pra eu estudar mais e passar na federal, eu lembro como se fosse hoje...
“Mas mãe...”. Não adiantou argumentar, ela tinha razão.


Em parte...



O início das aulas, em qualquer lugar do planeta, imagino, é do mesmo jeito: devagar, quase parando. Os alunos se mostram tímidos, os que já são por natureza rezam para não serem interpelados durante as aulas. Quase ninguém conversa, todos pensam que usarão aquele caderno de 10 matérias durante o semestre (mal sabem que essas 10 matérias rendem para o curso inteiro), ficam ansiosos para saber quais os livros que terão que ler, e o que os sábios mestres passarão de conhecimento...

Lembro que no primeiro dia de aula na UEAP eu me sentia importante (“Puxa! Passei no vestibular... agora estou numa UNIVERSIDADE”, e pensava em universidade com letra maiúscula mesmo), cheia de pretensões, expectativas, sonhos... enfim... acreditava que havia acabado de entrar numa instituição de valor, como aquelas que passam na televisão...

Como eu era inocente...

Logo eu percebi coisas curiosas, e que a UEAP fazia parte de um mundo paralelo onde tudo NO ECXISTE, tudo possível, e que lá somente os fortes sobrevivem.

Eis minhas constatações:

1ª Eu não gosto de poemas;

2ª Professores podem traumatizar alunos;

3ª Você pode ser surpreendida(o) com um(a) ex-peguete aparecendo para te dar aula;

4ª A mulher da lanchonete vai te surpreender pondo o dedo no seu calzone pra saber se está quente (“Eu não peguei no salgado, foi no lenço de papel!” “Pegou sim, que EU VI! Pode guardar que eu não vou comer isso!!!”);

5ª Moedas são valiosas... elas pagam suas apostilas, o lanche, a passagem de ônibus e se unem numa vaquinha;

6ª É possível estudar uma disciplina, ser aprovada nela e, ainda sim, posteriormente, não lembrar nada sobre o que estudou.

7ª Conforme avança no curso, muita coisa vai embora: vaidade, regularidade, tempo...

8ª Para ser professor de espanhol, nem precisa falar espanhol!

9ª Fazer painéis dá trabalho, enche o saco, dá despesa e os pontos não compensam;

10ª Ter doutorado na Espanha também não significa que você saiba falar espanhol, será que eu fui clara?

11ª Um histórico é impresso em menos de 1 minuto, mas tem que ser solicitado 48h de antecedência;

12ª Burocracia é uma merda;

13ª Burocracia na UEAP é foda;

14ª O DERCA é cheio de gente inútil que só faz confusão com nossas notas;

15ª É possível um professor dar aula depois de encher a cara;

16ª Existem professoras que não tem senso de moda, nem nunca passaram por uma depilação... nem ao menos banho de lua...

17ª Seguir o modelo é o que há;

18ª Dormir é supérfluo em tempos de TCC;

19ª Os melhores professores foram aqueles que passaram menos tempo conosco e os que mais acrescentaram;

20ª Ser chica latina, caliente, bromista y sagaz não é pra qualquer uma.



O lado bom foi constatar em muitos momentos que, como alunos, tínhamos muito a oferecer, que evoluímos e nos mostramos capazes. Superamos as diversas dificuldades, as muitas deficiências e conseguimos, ainda sim, concluir esta etapa importante em nossas vidas.

Eu levo de lá, as amizades maravilhosas que compartilharam dos momentos tensos com muito bom humor. Sei que, com o tempo, o contato tende a diminuir e ficar cada vez mais raro. É natural, infelizmente, mas sei também que quando a oportunidade do encontro surgir será maravilhoso, riremos bastante, recordaremos de tantas histórias e sentiremos saudade.

É uma parte de nossas vidas que está sendo deixada pra trás para que uma nova chegue.

Eu desejo, aos amigos que fiz que não somente 2012 venha para dar continuidade as pretensões de 2011, mas que venha para amadurecer idéias, renovar valores e realizar sonhos.



Talvez minha mãe tivesse razão...

Talvez...

Se eu tivesse estudado mais, talvez eu tivesse melhores professores, melhores condições de estudo, mais livros e tivesse conhecido uma galera até legal...

Mas, sinceramente, não trocaria a oportunidade que tive de conhecer pessoas inesquecíveis.

Lívia, Lorenna, Sol, Vandson, Osny, Dill, Zeca, Débora, Nil, Beth, Silvana, Adriano...

Vocês são e sempre serão inesquecíveis...


domingo, 4 de dezembro de 2011

Nau oriental

Achei: 
Estou sem sono.
Você me veio à cabeça e, por isso, preciso escrever minha insônia. A causa dela.
Lembro que há alguns dias sonhei com você. Eu soluçava sua partida e acordei triste, sentindo dor.
Não desejava isso e você foi, sem me dizer adeus...
Eu não lhe fui importante?!
Sei que fui... e talvez por isso preferiu evitar minha voz, meus olhos te pedindo pra ficar.
Você é importante. Meu primeiro amor, e o único primeiro.
O único.
A doce nostalgia de nossos amores sinceros me machuca, é a vontade de reviver o que passou e não conseguir que dói demais.
Dói.
Contudo, sou feliz. Feliz por ter conhecido você, menino, que se tornou um homem e um modelo de referências para mim... E mesmo sabendo que cada um seguiu com suas vidas e que não nos veremos mais, eu preciso dizer que preciso saber que está feliz.
Porque foi com você que compreendi o que é amar...
Amar de verdade.
Amo-o tanto que saber que você está feliz me deixa muito bem.
Imaginando aquele sorriso puro, que lhe pertence, eternamente em seu rosto.

Você está feliz?
quinta-feira, 10 de novembro de 2011

"Porque é que esse romantismo não sai pra dar uma volta?"

Achei: 
Uma amiga soltou essa joia filosófica sobre o amor.
Claro que só poderia ser sobre isso. Problemas no trabalho, com os estudos, com dinheiro e até com vizinhos são resolvidos mais facilmente do que as pendências sentimentais.
Às vezes nem queremos ou procuramos estas complicações, mas, a vida nos empurra isso e não quer saber.
E às vezes gostaríamos de vivenciar um romance sem romantismo. Porque se apaixonar e construir ilusões demora, cansa e, quase sempre, dói demais.
terça-feira, 8 de novembro de 2011

Amnésia

Achei: 
Eu esqueci.
Acho que foi culpa do tempo... sim, certamente foi ele e não por escolha minha.
Já não lembro de como eram teus beijos, do perfume do teu suor ou do sabor da tua pele.
Tenho imagens, apenas imagens em minha cabeça. As sensações? Já as perdi.
Não posso te pedir para que, pelo amor de Deus, reviva meus sentidos e contorne as sombras apagadas. Há correntes em volta do teu pescoço alvo.
Então, cada vez mais, teus lábios se afastam lentamente e a maior recordação de ti será a de teus olhos.
Aqueles olhos grandes e castanhos em cima de mim, comendo cada pedacinho da minha alma.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Coisas mal resolvidas

Achei: 
Tudo parece parar no tempo, como naqueles filmes em que um momento importante passa em slow motion, pois você percebe algo.

E olhando aqueles olhos orientais você recebe uma indagação. E a faz.
Como é possível?
Mais de meia década se passou e aquele sentimento, do primeiro amor, permanece apenas adormecido... só em repouso, esperando para ser acordado. Mais uma vez.
Vem à suprfície com força e surpreende... e inunda cada pedaço suspirante em meu corpo.
Transpiro. Ele se aproxima e sinto vontade de tapar meus ouvidos para os problemas que ele me fala, porque o que me interessa e tocar seus lábios com os meus. E relembrar.

Como é bom reviver coisas boas... 
quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Cacos de vidro e analogias de um coração partido

Achei: 
No meu quarto certa vez, sem querer, derrubei um pote que guardava algodão.
O pote, que era de vidro, se espatifou e se desfez em centenas de caquinhos...
Houve susto, e medo de que eu ou outra pessoa que entrasse em meu quarto pudesse se ferir com os cacos espalhados.
Peguei uma vassoura e tratei de limpar com muito cuidado e atenção para não deixar nenhum pedaço, o mínimo que fosse, pelo chão.
Tudo limpo, e fiquei despreocupada...
O tempo passou, e em uma das vezes que limpava meu quarto, ao passar a vassoura por um cantinho apertado, eis que junto à poeira vem um caco de vidro.
Eu não esperava encontrar, depois de tanto tempo, um pedaço do pote de algodão.

Com o amor é assim que acontece...
Seu coração é, metaforicamente, partido em milhares de pedaços, você se assusta, se machuca, mas trata de recolher o que sobrou e jogar fora o que é irrecuperável. Sabe que há grande possibilidade de machucar alguém com os tais cacos. E quem pode se machucar nem tem culpa, mas frequentemente se fere ao tentar entrar em um espaço cheio de rebarbas afiadas.
E o pior... embora se tenha a impressão de ter remendado e fortalecido o coração, antes em frangalhos, sempre vai se surpreender ao encontrar um caco reluzente e afiado, pronto pra ferir, mais uma vez...
sexta-feira, 24 de junho de 2011

Grandes expectativas (dito de forma monótona e enfadonha, com um suspiro no final)

Achei: 
Pra ver né, os homens nunca superam nossas expectativas. Acham tanto que estão nos impressionando que ficariam realmente impressionados em saber o quanto eles podem ser, e na maioria das vezes são, desinteressantes.
Ahh muchachos... (tisk, tisk)
Achei: 
"Vou fazer você sofrer mais uma vez. Já pensou nisso?"

Que tipo de pensamento machista e pretensioso é esse?
Depois de tanto tempo tem homens que acham que as mulheres continuam as mesmas.
segunda-feira, 18 de abril de 2011

Os que os homens tem em comum

Achei: 

Bem, Joaquim Phoenix e Dermot Mulroney tem uma deliciosa cicatriz sobre os lábios. Donald Trump e Eike Batista, bilhões na conta bancária.
Tem aqueles que, na academia, malham incessantemente os bíceps e tríceps, e costas, mas, esquecem, não sei porque, das pernas, dos glúteos... ué! Também apreciamos isso.
E o que dizer da tradicional, e famosa frase, dita geralmente em inícios de relacionamentos... “Eu nunca vou te magoar, jamais faria isso com você.” Faz-me rir.
É claro! É óbvio e apenas questão de tempo. Ele vai te magoar.


Prefiro que não façam promessas que não vão cumprir.
Outra coisa... já repararam como são descarados? Mesmo estando com sua companheira ao lado eles não deixam de olhar quando uma mulher bonita passa... o pior não é nem isso, é quando não sabem ser discretos, faltando pouco pra quebrar o pescoço. Cansei de presenciar o fato.
E o que falar dos encontros? Dos primeiros encontros onde observamos as primeiras impressões e avaliamos o parceiro.


As mais comuns são duas.
A primeira é quando o cara simplesmente  não reconhece o valor de nossa produção. De que forma? Não fazendo nenhum elogio, não falando sobre como estamos bonitas, lindas e cheirosas (isso, claro, para aquelas mulheres que, como eu, se cuidam e se produzem para um encontro). Que não saem do carro para nos receber e dar aquele abraço caloroso. Esses são panacas e é muito provável que aquele seja o primeiro e último encontro.
Mulheres gostam de serem bem tratadas e os próprios homens ganham muito ao fazer isso.


A segunda situação é quando o cara é um gentleman, sai do carro para lhe receber com um abraço e um beijo romântico, lhe elogia dos pés a escova no cabelo,  e como está linda. Abre a porta do carro. Puxa a cadeira no restaurante, lhe serve vinho. Até aí tudo perfeito. Não tem como não gamar. O problema que geralmente surge é que se esse encontro der certo, outros virão, aí a coisa progride e fica séria e com o passar do tempo ele já não te elogia como antes, logo não abre a porta do carro pois já está lá dentro te esperando, já não puxa nem a cadeira da lanchonete que vocês vão. O problema todo é que se no começo temos essas gentilezas todas, que eles fazem questão de evidenciar, necessitamos então que elas continuem até o fim, mas esquecemos que o que todos os homens tem em comum é que todos, simplesmente, são homens.
quinta-feira, 14 de abril de 2011

Um dia namorados

Achei: 

Dia desses encontrei com um antigo namorado meu (de quando eu tinha 17...) de cinco anos atrás. Passei por ele, e perante o sorriso que ele me deu, retribui. Mas não por simpatia ou por boas lembranças. Acho que foi mais pela hilariedade do ‘reencontro’, não foi um namoro dos mais longos. Tinha dezessete anos e era exigente demais com certas coisas. Mas eu achava engraçado como ele era comigo.

Hoje consigo dizer isso. Há tempos eu não diria, mas o tempo permite que um dia eu ache graça de muitas lágrimas que já derramei.
Não foram poucas, mas me sinto bem com tudo isso... arrependimentos e decepções houveram, é claro. Mas nada que não me tornasse mais forte e madura.

Tudo foi necessário.

O primeiro ‘sim’. Os primeiros beijos. Os beijos ruins sem emoção nem frio na espinha.
As primeiras insatisfações.
O primeiro término, sem retorno.
O primeiro amor.
O primeiro ‘é que você e tão insensível...’. o triste primeiro fim. A reconciliação. O coração reconfortado. A relação aberta e tranquila.
O adeus.
As recaídas.
Os outros ‘sins’ precipitados.
As outras insatisfações.
O primeiro a contra gosto.
A oportunidade.
Meses de enamoramento.
Meses de agústia.
Laços, enfim, desfeitos.
As aulas.
O amor idealizado.
O amor não correspondido.
As aulas.
A didática dos relacionamentos.
A luz da liberdade.
As oportunidades aproveitadas.
As taças de vinho degustadas. Foram muitas taças...
Os muitos beijos. Os diferentes beijos.
O deslize suave pelo corpo.
Minha vida.
Ao que me faz feliz...
Adoro relacionamentos, nas suas diversas patentes.

Não tem jeito!
terça-feira, 22 de março de 2011

Até o último suspiro

Achei: 
Alguns chamam de ingenuidade, tolice... eu chamo de fé, de esperança...
Acredito nas possibilidades mais remotas e longínquas que possam existir. Mas existem, e é por isso que acredito nelas.

E é por isso também que vivo numa balança que varia entre sorrisos e lágrimas, pois até o último momento eu deposito minhas fichas nas oportunidades, eu espero por coisas que, nos olhos alheios, estão perdidas... eu espero, e espero. É esperança mesmo. Aí, às vezes, vem as lágrimas e um dorzinha no peito... é a despedida de mais um sonho, ou apenas coisas mais simples, não importa, pra mim tem a mesma relevância. Tudo é importante.

Depois que me recupero, minha cabeça reformula estratégias e meus olhos voltam a brilhar de expectativa, e antes de dormir me perco nos planos que faço, surge um sorriso no escuro, e assim vou construindo mais um sonho.
Faz parte do meu universo sonhar, e até meu último suspiro, ou quando as fichas acabarem, eu estarei lá, firme, forte, com olhos brilhando fazendo minha próxima aposta.
quarta-feira, 16 de março de 2011

Laranjas

Achei: 
Eu queria saber matemática.

Ahh como eu queria.
Mas não aquela matemática boba, do tipo “Fulaninho tem sete maçãs e come duas, com quantas ele fica?”... não! Essa e para os fracos...

Falo da outra. Aquela que envolve logaritmo, que aliás faz-me perguntar “Pra que raios eu vou utilizar, um log na minha humilde vida?!”, isso vale para o MMC, MDC, e etc... Meu ramo é outro, são as palavras, mas como a vida e o sistema podem ser tão cruéis ao inventarem e nos obrigarem a estudar onze, eu disse ONZE anos de nossas vidas (isso para os normais que depois escolhem um rumo livre de cálculos e números complexos) estudando, batendo cabeça com determinantes, produtos notáveis e trigonometria, que sai da boca parecendo um vômito numérico. Pra mim seria mais fácil se a hipotenusa fosse uma tia solteirona da Medusa. Pois eu pago pra quem consegue resolver equações do 2º grau extensas, quase intermináveis, bato palmas e, se for um gatinho de repente, dou até um beijo.

Graças a bondade divina eu me enrosquei nas palavras, porque pra mim elas tem mais utilidades do que saber “Se Fulaninho tem sete maçãs e come duas, com quantas ele fica?”
Ora...
Ummm...
Se bem que essa eu só sei com laranjas.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O tal lance grego...

Achei: 
“- Camisa de quê?
 - Pet. Garrafa pet...
 - Ah ta.”
Foi o suficiente…

A gente não sabe quando o interesse vai surgir. Não basta ser bonito, tem que ter o negócio sabe...? A malemolência, o gingado, e, no caso em questão, o lance grego. “Grego da Grécia! Uau...”
Soma-se isso aos atributos físicos, ao sorriso largo e ao jeito de falar ‘todo todo’ o que resulta? Atração instantânea e aquela sensação no estômago de “eu preciso...”
Precisa dar certo!
“- Ah, e ele disse que vai hoje pra festa.
 - É né...”

O processo agora é de produção. Tomar banho, hidratar o corpo, perfumá-lo, por um vestido bonito, um sapato legal e o brinco emprestado, pra ver se dá sorte (na primeira vez não deu), batom, brilho e festa!!
Mas ai procura, procura e nada...
Termino por curtir o resto da festa, muito reggae e mais fotos.
Nossa última festa.
No dia seguinte vi o minhocão vazio e, mentalmente, pensei “Ahhhh...”
Pois é... mas não dá pra ficar triste pois o Olímpo trata de mandar uma forcinha... manda de lá um cupido, e devo dizer que um dos bons, ou mais precisamente uma das boas, que veio cantando e tudo, algo como ‘ensaboa mulata, ensaboooa...’. Pois bem, com a cantoria afinada a cúpida joga sua flechinha e pronto.
Pronto mesmo.
“- Linda, vem cá.”
E lá vou eu, com uma cara de paisagem, querendo me enterrar.
Papo vai, papo vem...
Mais interessante que o nome é o papo, e mais ainda é o beijo...

 E digo que depois de ser assaltada, de passar uma semana de cão em outra cidade e de dançar muito reggae, não existe melhor jeito de terminar meu último dia, do que com um beijo.

Olha, não é por nada não mas...

Achei: 




Brasília - Candangos - 2011
Por um momento, na verdade por 18 horas, pensei que a minha estada naquela cidade iria ser um transtorno já começando no aeroporto.
Ledo engano...

Quando a turma chega e vejo os rostos amigos percebo então que iria ser bom de qualquer jeito.

Demoramos talvez uma hora pra encontrar nosso hotel, ops! Quis dizer nossa humilde hospedagem... Ah, não disseram que teríamos que dividir um ginásio? Pois é, esqueceram de nos contar esse detalhe...
Mais tarde naquele mesmo dia, sem pregar os olhos, pensamos na sorte que tivemos por chegar ainda na madrugada e se acomodar no escuro. De manhã a discórdia de formava na porta. Quem chegou primeiro? Moço e o credenciamento? Quanto baiano, OXI!

Pensamos também estaríamos tranquilos a partir dali. Antes fosse...
Pra chegar ao centro comunitário, o local mais próximo do nosso alojamento, atravessávamos duas ruas (que eu carinhosamente nomeei de Rodovia JK e BR – 156), andávamos mais uns 75m (até parece que eu contei, mas era mais ou menos isso) e fazíamos isso ou no frio intenso ou com o calor derretendo pestanas.
Quando chegávamos, aonde quer que fosse, tinha fila... fila pro banheiro, pro bebedouro, pra comer, pra acessar internet, até pra tirar fotos.
Comíamos, nos perdíamos pelas salas enumeradas erroneamente, praguejávamos a má organização. E à noite íamos para as festas, num frio de dezoito, dezessete graus.
Festa na UnB! Deve ser ‘Do balacobaco!’

Mas festa na UnB é sinônimo de muito maconheiro, e, consequentemente muito reggae, ou era muito reggae e, consequentemente, muito maconheiro? Tanto faz. O reggae se fez presente tanto quanto a maconha.
Pra dançar nos restava pouco, mas aproveitávamos mesmo assim... é festa na UnB...
Teve colchão furado, gente não conseguindo usar o banheiro, pessoas passando mal pela comida, gente pegando duas, três bananas, tomando suco forte, teve gente que não comeu direito, pois, o restaurante ficava longe ‘que só a porra’!

Teve brinco que dava azar, meninas ficando bêbadas dividindo uma lata de Skol, caras inconvenientes, principalmente os feios. Tivemos jingles de sucesso como o tão escutado “Ensaboa mulata, ensabooa”. Frases de sucesso como “Má rapá, já nasci pronta!”, “Se o Gustavo estivesse aqui, tudo seria diferente...” “Aaai gente.” “Póta que pariu!” “Isso não me sustenta.” “Deeeeuss que me livre!” “ Que, qué isso?!”, fora o gingado todo especial na hora de dançar... e as fotos, fotos, muitas fotos.

Sem falar nos barulhos, gente se pegando na escada dando e recebendo ‘pintadas violentas’, os recém-chegados da festa que não queriam deixar ninguém dormir, batendo nas portas de metal e nêgo gritando no último dia “Acabooooooooooooô!” e quem respondesse cheio de raiva e sono “Arram.”

Luta por certificados, “Cadê nosso nome?!”, aperreio pra arrumar as malas “Temos até as 14h...” “Meu Deus!”, “Podemos ficar até as 18h, mas arrumei um espaço no minhocão...” Bendito minhocão!

Eu me fiz feliz nos 45 minutos de 2º tempo. Voltei só sorrisos para meu, agora, hotel cinco estrelas.

Como termino isto aqui?
Dizendo que faria tudo novamente.
Com os amigos certos, uma pitada de desgraça, e muito reggae eu repetiria a dose, com certeza.

Sério mesmo?

“Arram...”
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Achei: 
Em breve as novidades do ELAEL em Brasília...
terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sempre alerta!!

Achei: 
Nunca, jamais esquecerei o dia de hoje!

Muitas coisas aconteceram neste dia em épocas passadas...

18 de janeiro de 1535 é fundada a cidade de Lima, ou em 18 de janeiro de 1986 88 pessoas morrem em colisão de um avião em Santa Elena, na Guatemala.

Mas em 18 de janeiro de 2011, na cidade de Porto Alegre eu fui assaltada.

Pode parecer coisa comum, pincipalmente nas grandes cidades... bom, mas eu vivo em Macapá, que passei a amar mais ainda, e nunca havia passado por situação, sequer, parecida.

Estava no cinema aguardando minha sessão das 19:35, ao final esperei pela ligação da minha irmã mas o celular dela e do meu cunhado estavam na caixa postal... peguei um ônibus, mas acabei descendo na parada errada. Aguardei, e minha irmã me ligou... me passou umas coordenadas, e foi ao pegar informações com duas moças que estavam na parada que o pivete que me assaltou sacou que eu seria uma boa vítima. Elas me passaram as informações no mesmo momento em que falava com minha irmã, e quando ia desligando o celular as duas moças pegaram um ônibus e o pivete se aproximou...

Foi tão surreal que acho que minha cara estava até meio cômica.

Ele disse calma e educadamente que estava me assaltando... Estava armado e que não demonstrasse euforia, só queria meu celular (um Samsung Corby de R$550,00). Eu sabia que ele não estava armado... Ele não saiu de casa pronto pra isso, apenas viu uma oportunidade e aproveitou-a. Eu lembro que falei “Tá...tá...deixa só eu pegar aqui...” Quando meti a mão na minha bolsa pra procurar o celular, senti o spary de pimenta que meu pai havia me dado faz tempo... Juro que pensei em usá-lo. O moleque era três dedos mais alto do que eu, era magro... eu podia espirrar pimenta nos olhos dele e sair correndo, mil vezes eu já havia pensado em como eu usaria o spray se um dia fosse necessário... Mas na real... quando me encontrei frente à uma situação a qual nunca havia passado, o choque toma conta dos nervos e só o que se pode fazer, e o que é recomendado, é não reagir e fazer o que ele tava me pedindo.

O safado pegou, disse novamente pra eu não demonstrar espanto ou algo do tipo... foi andando, atravessou a rua e depois correu. E eu fiquei, ainda anestesiada pelo choque, parada... Depois veio o choro.

Voltei pra parada chorando e tremendo, não acreditando em tudo aquilo...

Um rapaz que havia acabado de chegar, chamado Eder, veio me perguntar se estava bem. Aí desabei... tremi e chorei mais do que nunca. Contei o que aconteceu, ele ofereceu o celular pra ligar, dinheiro pra condução e foi me acalmando... ele trabalhava numa empresa de segurança e tinha sido militar... me acompanhou e esperou que eu pegasse um taxi. Eu só consegui agradecer com uma abraço... parece tolice, mas o vi como um anjo no meu caminho. Que foi calmo e me ajudou naquele momento. Voltei pro apartamento da minha irmã. E chorei... chorei... chorei...

A imagem que escolhi para este texto foi tirada de um livrinho de tirinhas do Snoopy. É que comprei este livrinho, com o título de “Sempre Alerta!” horas antes do ocorrido. Tem um aviso pra mim...

Coincidência meio irônica.

Primeira Impressão

Achei: 
(Escrito no dia 17/01/2011)


O avião decolou fora do horário, passava das 14h.



Foram muitas horas de viagem até Brasília, para lá pegar mais um avião e ir para Porto Alegre. A viagem foi mais ou menos, tive enjoos durante o voo e houve muitos momentos em que passamos por ‘áreas de instabilidade’.


Cheguei na cidade gaúcha passando da meia noite. Ufa! Canseira viu!


Hoje é meu primeiro dia aqui, por isso, tive poucas oportunidades de conhecer Porto Alegre. Mas do pouco que vi pela janela do meu quarto, e de quando sai de carro... senti uma coisa dentro de mim. Uma vontade de fazer parte do clima intenso e aconchegante daquele lugar. De deixar fazer parte de mim... O lugar é lindo! As paisagens são inspiradoras e a vontade de ficar, já no primeiro dia, já é latente.


Até breve, com novas...