segunda-feira, 3 de maio de 2010

Meses se passaram.

Achei: 
Muita coisa aconteceu, muita coisa mudou.
Larguei costumes que faziam me resignar perante eles. É o amadurecimento.
Deixei me levar, com mais frequência, pelas coisas que minha vontade e meu instinto queriam realizar. As realizei e, claro, obtive resultados pelos quais não esperava: bons, ruins, surpreendentes, estimulantes, gratificantes...
Depois de meses reclusa em meus desapontamentos, decepções e devaneios perigosos, levantei gradativamente meu olhar para um horizonte mais além das fronteiras que estava presa.
Acho muito bom que, ao final, tudo se encaixa e favorece o crescimento pessoal.
Tempo. Sempre penso e, quando posso, falo sobre ele e sobre sua importância. Sobre utilizá-lo para esquecer e superar problemas.
Mas, ultimamente, ele está sendo extremamente útil para rever conceitos e me conhecer de um jeito que, tempos atrás, seria motivo de questionamentos: “Quem? Essa é a Linda?! Nãão... não é ela não!”
É sim! Sou eu.
Alguns me olhar, juntam as sobrancelhas e soltam: “Tem alguma coisa diferente em ti... só não sei o que é...” Não cortei o cabelo, ainda, não botei silicone, ainda, então o que esses alguns não sabem, ou não se dão conta é que a primeira mudança, e talvez quem sabe a única até agora, que houve foi interna. Foi a melhor.
E consequentemente o que muda em seu interior se externalisa e influencia na mudança de outros pontos de seu corpo... o brilho sonhador nos olhos (que está de volta), sorrisos fáceis, carinhos inconscientes, músicas que se fazem motivadoras de grandes feitos; a capacidade de enfrentar cada vez mais os problemas; a maturidade de entender que certas coisas estão do jeito que estão e é humanamente impossível mudar; de entender cada vez mais como o ser humano é diferente, e que alguns são muito diferentes; de saber a diferença de relacionamentos que tem amor e os que tem paixão; de ter a certeza das coisas que se deseja para a vida e como alcançá-las, e saber que tudo isso é algo, uma busca pessoal e solitária e, que por ser solitária, o medo surge, pois as novas mudanças trouxeram o medo; o receio de rever e repetir passados tristes e que com isso tudo volte e não seja capaz de pôr em prática tudo aquilo que o tempo me trouxe de conhecimento.
São tantas coisas...
Tantas novidades...
Cada minutinho precioso que, por vezes, perdemos...
A simplicidade da vida...
Como posso não deixar de registrar esses momentos gloriosos que me aparecem? São comuns aos olhos dos mais obtusos, não para os meus. As lentes mudam...
Sei que ainda falta muita coisa para preencher-me por completo, mas, calma...
Por hora, quero exteriorizar o quanto mudei e o quanto estou feliz...