sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sexto Sentido

Achei: 
Você sabe...
Quando o olhar já não vinha acompanhado de brilho foi quando percebi: “o fim está próximo...”
Mais perto do que meu coração gostaria. A dor andava de mãos dadas com a angústia, e me perguntava: “Será que é hoje?”, e no outro dia “E hoje?!”.
Quanto tempo me resta?
Quanto tempo você reservou pra mim?
Você se entrega...
E os dias passavam, as ligações diminuíam, os “Eu te amo” já não eram quase ouvidos, e quando vinham eram ditos com a inverdade que só um coração apaixonado pode, infelizmente, sentir.
As promessas, aos poucos, iam se desfazendo. As lágrimas tinham como companhia apenas o travesseiro. A coragem para por, eu, o fim não aparecia... o que se fazer quando se ama em demasia? Sobra apenas como única fonte de felicidade esse amor que depositamos pelo qual esperamos por um retorno sincero... então, tudo nos é retirado.
Quando a gradação negativa começa a fazer parte das coisas que você pensa, sente ou escreve, conclua de uma vez: acabou.
Esperei pelo pior. No dia, ele veio.
Todavia, nos concentramos tanto no que não deu certo que esquecemos que, como disse Fernando Pessoa “[...] Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.”, tudo em nossas vidas chega, e vai embora, por algum motivo. O aprendizado permanece quando todo o resto se vai.
A razão... A melhor delas!
Cada um sabe o gosto amargo que se forma com uma, aparente, derrota. Porém aqueles que fizeram sua lição direito sabem a conclusão que se tira de tudo isso.
E isso é a melhor parte.

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