sexta-feira, 30 de abril de 2010

Quem perde o quê?

Achei: 
O quê?
Alguém deve ter perdido dinheiro. Possibilidades melhores. Chances únicas. Tempo. Alguém também deve ter, sem dúvida, perdido um ser único. Esse ser que apareceu de forma inevitável no caminho passageiro deste outro.
Como?
Taí uma boa pergunta. Perdendo-se, oras... ‘enes’ motivos fizeram a substância esvair-se. O fim trouxe a perda.
Quando? Em um momento delicado em que precisava de tudo menos da perda. Acho que já se contam algumas luas novas.
Onde? Vixe... onde menos queria guardar uma triste recordação.
Haviam fotos... livros... um doce aroma... um leve pressentimento...
Por quê? Para mim, nada ficou muito esclarecido. Dúvidas ainda permanecem.
Consequentemente só posso deduzir algumas coisas, sem nada concluir.
Mas eu lembro... era um laço bonito. É, houve um tempo que existiu um laço, que em minha pré-concepção era um laço que jamais seria desfeito. Amargas ilusões, eu digo. Busco o motivo, a causa, a razão e a circunstância... nada satisfaz e a incógnita permanece.
Há sempre alguém perdendo
Peso, lágrimas, disposição, vontade de sorrir, de sair, de se divertir...
Entretanto é perder para ganhar.
Primeiro perde-se tudo aquilo já mencionado, incluindo aqui sonhos e esperança, depois você ganha.
Ganha motivação, vontade de seguir, de se superar, de se fazer feliz, permitindo ou não que alguém o ajude nisso. Você ganha, sabe... ganha mais até do que esperava somente reaver. Sua fortaleza se ergue novamente... Não há Príncipe em Cavalo branco que a faça cair.

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