sexta-feira, 30 de abril de 2010

Amor Platônico

Achei: 
Como tudo na vida tem seus dois lados. Oposição. Que te trazem sentimentos opostos e que, por vezes, nos tornam bipolares.
Mas não há quem nunca teve um... isso, um amor platônico! Ele te pega em todas as idades... é um coleguinha cdf da 1ª série. Uma personagem de um filme... aquele gatinho suuuper popular que, você sabe, jamais te daria uma chance (porque ele namora a garota mais popular e desejada do colégio). Aí você só admira, sonha, treina conversas que nunca chegaram a se concretizar, escreve cartas, bilhetinhos, narra para seu diário seus suspiros de amor...
Conforme vai crescendo, porém, seus gostos se modificam. Alguns deixam de existir. Você adquire novas perspectivas e preferências. A imaturidade já não é tão suportada. Santa imaturidade masculina!!
Mas ainda sim ele te persegue. Ele! O tal do amor platônico.
E aí algo acontece: o amor platônico se confunde (ou se une, não sei precisar) com o amor a primeira vista... êta lê lê!
Por quê?
Bom, logicamente ao ver tal pessoa, que faz teu coração palpitar loucamente, pela 1ª vez algo mágico (sim, na minha opinião amor a primeira vista é algo mágico, sobrenatural...) acontece.
Você percebe sua alma gêmea em tal pessoa, mesmo sabendo absolutamente nada, a não ser o aspecto físico e que roupa ele está vestindo.
Como explicar isso?!
Como explicar algo assim, que não sabe como e porque aconteceu?
Como alguém que você nunca viu na vida, nem teve nenhum tipo de contato, a não ser talvez o visual, te faz tremer nas bases? Te deixa nervosa, com tremeliques nas pernas e fica com manchas de vergonha nas bochechas.
Você sonha... e imagina... e sofre... é aí que o amor platônico se desenvolve (ou será o efeito do amor a 1ª vista?) .
Para você, basta somente saber que, aparentemente, ele está bem. Porém o platonismo toma outras proporções: as reais.
A idealização do amor faz com que você não somente queira torná-lo real, como de fato o faz.
Indo contra toda a lógica do seu caráter tímido e reservado, diria até um pouco covarde, você toma atitudes, mesmo que elas a levem a nada. Mas a angústia da dúvida é muito pior que suportar a certeza de um ‘não’.
Algo que Luis Fernando Veríssimo diz: “Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez, é a desilusão de um "quase". É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi”. Mesmo que seus esforços e investidas de se apresentar (quase explodindo de vermelhidão), de conhecer, e de talvez contar o que sente, não deem em nada (por variados motivos: já é comprometido, você não faz o tipo dele, não quer compromisso no momento, é gay...) é mais fácil superar um fora do que a incerteza do: “Será que se eu tivesse tentado teria dado certo?”.
Isso é ralado!
Aprendi a não temer um fora. Um fora é um fora. Ninguém pode te condenar por isso. Não é coisa de outro mundo não...
Mas voltando ao assunto do título... ainda não há quem diga (não eu...) que mesmo após outras experiências, o amor platônico retorna e se mantém firme. Já ouvi dizer também que foi o amor a 1ª vista que criou o amor platônico... e ele está perdurando por quê? Eu acredito que é devido ao fato de continuar na incerteza.
Na incerteza do "não" e na probabilidade do "sim".

1 comentários:

Anônimo disse...

eu acredito que vou encontrar meu amor em uma fila de supermercado!
acredito sim em amor a 1ª vista!
não custumo falar isso pras pessoas
muitas não acreditam e tentam me ludibriar para que eu deixe de acreditar.
amor platônico existe e sempre vai existir, é bom pra se auto testar e ver que tudo não passava de um ilusão que maxuca mais é bom pro coração. faz ele ficar vivo e batendo
ai friozinho no estômago saudades...
é segredo!