sexta-feira, 30 de abril de 2010

Loucuras para fazer antes dos meus 25 anos

Achei: 
Vai chegando a idade, e meu lado racional pergunta o que já conquistei em meu tempo de vida, minhas realizações e etc...
Mas e o irracional? Nunca conversei com ele, é verdade, mas o que será que ele tem pra me dizer?
Então, ontem mesmo, bati um papo com ele o que me revelou coisas imaturas e inconsequentes que gostaria de realizar antes de completar 25 anos de idade. Após isso a conversa muda de patamar.
Eis que as apresento:
1ª Mudar a cor do meu cabelo de castanho médio para um vermelho sangue!
2ª Nadar em um rio, ou mar, sem traje algum;
3ª Beijar um estranho, bonito, qualquer na rua ;
4ª Falar “Eu te amo!” para quem menos o espera ouvir, sem perspectivas de ouvir o mesmo;
5ª Viajar pela Europa como mochileira;
6ª Ficar com um europeu;
7ª Dançar na mesa de uma boate;
8ª Beber até o raiar do sol, contando estórias com os amigos;
9ª Olhar na cara de todos os imbecis que me fizeram sofrer e rogar pragas violentas a cada um deles;
10ª Acampar no mato;
11ª Fazer sexo na praia;
12ª Dar um chega pra lá de vez em todas as pessoas que só aguento por educação;
13ª Quebrar um celular de tanta raiva;
14 ª Ficar com todos aqueles pretendentes mas que a dignidade não permitiu ir em frente;
15 ª Aceitar os presentes de vez;
16 ª Arriscar mais nas minhas decisões;
17 ª Soltar de vez as amarras da timidez;
18 ª Comer fugu;
19 ª Jogar ovo podre em algum político;
20 ª Nunca esquecer de que, como diria minha professora: “Vingança é um prato que se come frito, porque é mais gostoso.” Ela tem toda razão. Tenho até os 25 para comprovar isso.
                                                             ...

Sexto Sentido

Achei: 
Você sabe...
Quando o olhar já não vinha acompanhado de brilho foi quando percebi: “o fim está próximo...”
Mais perto do que meu coração gostaria. A dor andava de mãos dadas com a angústia, e me perguntava: “Será que é hoje?”, e no outro dia “E hoje?!”.
Quanto tempo me resta?
Quanto tempo você reservou pra mim?
Você se entrega...
E os dias passavam, as ligações diminuíam, os “Eu te amo” já não eram quase ouvidos, e quando vinham eram ditos com a inverdade que só um coração apaixonado pode, infelizmente, sentir.
As promessas, aos poucos, iam se desfazendo. As lágrimas tinham como companhia apenas o travesseiro. A coragem para por, eu, o fim não aparecia... o que se fazer quando se ama em demasia? Sobra apenas como única fonte de felicidade esse amor que depositamos pelo qual esperamos por um retorno sincero... então, tudo nos é retirado.
Quando a gradação negativa começa a fazer parte das coisas que você pensa, sente ou escreve, conclua de uma vez: acabou.
Esperei pelo pior. No dia, ele veio.
Todavia, nos concentramos tanto no que não deu certo que esquecemos que, como disse Fernando Pessoa “[...] Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.”, tudo em nossas vidas chega, e vai embora, por algum motivo. O aprendizado permanece quando todo o resto se vai.
A razão... A melhor delas!
Cada um sabe o gosto amargo que se forma com uma, aparente, derrota. Porém aqueles que fizeram sua lição direito sabem a conclusão que se tira de tudo isso.
E isso é a melhor parte.

Coincidências

Achei: 
Acho muito interessante a lógica de minhas coincidências.
Dos caminhos que insistem em se cruzar.
Dos sinais que não cansam de aparecer.
É claro que, somente eu sei como as coisas se interligam. Mas acho tudo isso fascinante, pois isso me instiga a acreditar que o destino esta comigo e, não somente comigo, está favorável a mim.
Acreditar em algo é indispensável para manter a tocha, que nos guia, acesa. E ter foco. Tudo isso serve de suporte para a não desistência que, convenhamos, é mais fácil. Facilita tudo.
A dificuldade torna ‘a coisa’ mais interessante? Mais... gratificante? Quando é que tudo perde seu valor e deixa de ser único, de ser especial, e se torna mais um e meio a tantos? Quando é, finalmente, conquistada? Não faz sentido!!!!!
É tudo tão contraditório que eu não consigo achar explicações que me convençam do meu erro, ou tirem de minhas costas o peso da culpa.
Explicações prometidas. Tudo mais o que me fora prometido não chegou nem perto de ser realizado.
Então me surpreendo pensando em mim. Pensamentos ‘egoístas’ começam a se formar e me sinto culpada por senti-los. Mas é automático! Involuntário! Terrível!
Tornei-me uma pessoa terrível. Incapaz, agora, de ser como antes. Como havia sido projetada para ser.
Minha carapaça de argila amoleceu, recebeu novas modelagens, e saiu com novas formas: tortuosa, rude. Grotesca!
Pego- me, às vezes, desprezando-me pelo que me tornei. Correção. Pelo que me tornaram.
Até certo ponto isso abriu meus olhos para receber uma realidade... para perceber o quão fantasiosa estava levando minha vida, ainda acreditando em contos de fada. Que Mab que nada!!
Foram 22 pontos!
Pouco, eu sei. Mas é um começo. Afinal... tudo começa pelo começo. Redundante, pleonástico, lógico.
Quanto aos sinais, bem, é uma questão mais sensível, e terei que aguardar para ver se minhas conexões estão corretas.

Quem perde o quê?

Achei: 
O quê?
Alguém deve ter perdido dinheiro. Possibilidades melhores. Chances únicas. Tempo. Alguém também deve ter, sem dúvida, perdido um ser único. Esse ser que apareceu de forma inevitável no caminho passageiro deste outro.
Como?
Taí uma boa pergunta. Perdendo-se, oras... ‘enes’ motivos fizeram a substância esvair-se. O fim trouxe a perda.
Quando? Em um momento delicado em que precisava de tudo menos da perda. Acho que já se contam algumas luas novas.
Onde? Vixe... onde menos queria guardar uma triste recordação.
Haviam fotos... livros... um doce aroma... um leve pressentimento...
Por quê? Para mim, nada ficou muito esclarecido. Dúvidas ainda permanecem.
Consequentemente só posso deduzir algumas coisas, sem nada concluir.
Mas eu lembro... era um laço bonito. É, houve um tempo que existiu um laço, que em minha pré-concepção era um laço que jamais seria desfeito. Amargas ilusões, eu digo. Busco o motivo, a causa, a razão e a circunstância... nada satisfaz e a incógnita permanece.
Há sempre alguém perdendo
Peso, lágrimas, disposição, vontade de sorrir, de sair, de se divertir...
Entretanto é perder para ganhar.
Primeiro perde-se tudo aquilo já mencionado, incluindo aqui sonhos e esperança, depois você ganha.
Ganha motivação, vontade de seguir, de se superar, de se fazer feliz, permitindo ou não que alguém o ajude nisso. Você ganha, sabe... ganha mais até do que esperava somente reaver. Sua fortaleza se ergue novamente... Não há Príncipe em Cavalo branco que a faça cair.

Votos

Achei: 
“Segurando a taça de cristal, peguei uma pequena faca e dei três leves batidas no topo dela...
Blin... blin... blin...
‘Atenção! Quero dizer algumas palavras...’ , e dizendo isso percebi que o homem que estava sentado ao meu lado encolheu de leve em sua cadeira.
‘Relaxa amor...’ eu disse.
Então comecei:
‘Bom... são tantas as palavras para descrever este dia, este momento, para descrever você.
Fico com uma difícil tarefa, honrosa, porém difícil, de dizer com palavras, e falar para todos os presentes aqui, toda a maravilha, todo o amor que tenho por ti.
(alguém riu)
É gente! São votos! Meus votos de casamento pra você (neste momento o olhei em seus olhos olhos)! Não seja bobo, pode chorar...
Antes de te conhecer andava meio desesperançosa e um tanto triste por já não crer que existia um alguém, aliás o alguém pra mim, então veio você... comecei a perceber que adorava tudo em você. Seu sorriso, sua gargalhada... Até quando me deixava chateada só pra ver minha cara de zangada, pois adoravas isso.
Percebi, amor, com o tempo, que o vazio que exista em mim era preenchido por você.
E que podia te ajudar. Te compreendia e dava suporte... e você a mim.
Você me ofereceu abrigo em seus braços quando as minhas lágrimas me fizeram cair. Não me fez desistir...
Fostes o sopro de vida quando tudo parecia me sufocar.
Percebi que não me abandonastes quando tivemos nossas primeiras fases ruins, afinal, eram fases...
Amor, tens um sorriso lindo, é carinhoso e cada pedacinho do seu ser me completa, nós nos completamos e eu adoro isso.
Certa vez me perguntaram: ‘O que te faz ter a certeza de que ele é o homem certo e de que o quer pra sempre?’
Simples (e o olhei nos olhos)... o fato de que quando acordo, ainda sim, a primeira coisa que quero ver são seus olhos.
Eu te amo...  e obrigada por fazer parte da minha vida.
Pra sempre!'
Dizendo isso, selei aquele momento com um beijo."

Amor Platônico

Achei: 
Como tudo na vida tem seus dois lados. Oposição. Que te trazem sentimentos opostos e que, por vezes, nos tornam bipolares.
Mas não há quem nunca teve um... isso, um amor platônico! Ele te pega em todas as idades... é um coleguinha cdf da 1ª série. Uma personagem de um filme... aquele gatinho suuuper popular que, você sabe, jamais te daria uma chance (porque ele namora a garota mais popular e desejada do colégio). Aí você só admira, sonha, treina conversas que nunca chegaram a se concretizar, escreve cartas, bilhetinhos, narra para seu diário seus suspiros de amor...
Conforme vai crescendo, porém, seus gostos se modificam. Alguns deixam de existir. Você adquire novas perspectivas e preferências. A imaturidade já não é tão suportada. Santa imaturidade masculina!!
Mas ainda sim ele te persegue. Ele! O tal do amor platônico.
E aí algo acontece: o amor platônico se confunde (ou se une, não sei precisar) com o amor a primeira vista... êta lê lê!
Por quê?
Bom, logicamente ao ver tal pessoa, que faz teu coração palpitar loucamente, pela 1ª vez algo mágico (sim, na minha opinião amor a primeira vista é algo mágico, sobrenatural...) acontece.
Você percebe sua alma gêmea em tal pessoa, mesmo sabendo absolutamente nada, a não ser o aspecto físico e que roupa ele está vestindo.
Como explicar isso?!
Como explicar algo assim, que não sabe como e porque aconteceu?
Como alguém que você nunca viu na vida, nem teve nenhum tipo de contato, a não ser talvez o visual, te faz tremer nas bases? Te deixa nervosa, com tremeliques nas pernas e fica com manchas de vergonha nas bochechas.
Você sonha... e imagina... e sofre... é aí que o amor platônico se desenvolve (ou será o efeito do amor a 1ª vista?) .
Para você, basta somente saber que, aparentemente, ele está bem. Porém o platonismo toma outras proporções: as reais.
A idealização do amor faz com que você não somente queira torná-lo real, como de fato o faz.
Indo contra toda a lógica do seu caráter tímido e reservado, diria até um pouco covarde, você toma atitudes, mesmo que elas a levem a nada. Mas a angústia da dúvida é muito pior que suportar a certeza de um ‘não’.
Algo que Luis Fernando Veríssimo diz: “Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez, é a desilusão de um "quase". É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi”. Mesmo que seus esforços e investidas de se apresentar (quase explodindo de vermelhidão), de conhecer, e de talvez contar o que sente, não deem em nada (por variados motivos: já é comprometido, você não faz o tipo dele, não quer compromisso no momento, é gay...) é mais fácil superar um fora do que a incerteza do: “Será que se eu tivesse tentado teria dado certo?”.
Isso é ralado!
Aprendi a não temer um fora. Um fora é um fora. Ninguém pode te condenar por isso. Não é coisa de outro mundo não...
Mas voltando ao assunto do título... ainda não há quem diga (não eu...) que mesmo após outras experiências, o amor platônico retorna e se mantém firme. Já ouvi dizer também que foi o amor a 1ª vista que criou o amor platônico... e ele está perdurando por quê? Eu acredito que é devido ao fato de continuar na incerteza.
Na incerteza do "não" e na probabilidade do "sim".

Fases

Achei: 
O período pós término é composto de algumas fases:
1ª – A fase da dor: é a primeira, pois, a dor é a primeira coisa que você sente ao saber do fim. É lacerante! Você chora de se acabar, acorda com os olhos vermelhos e inchados. Elege uma música como trilha sonora de seu ‘pé na bunda’, que induz ainda mais à melancolia. Seu peito dói. Sua dor é quase insuportável ao imaginar sua vida sem tal pessoa. A dor é tanto física quanto emocional, embora uma é consequência da outra.
2ª – A fase da saudade: depois que a dor se torna algo mais ameno entra em cena a saudade. Você começa a relembrar de momentos com tal pessoa. Das coisas divertidas. Dos planos que fizeram. Sente saudade da companhia, do cheiro, do abraço apertado, dos beijos... A saudade, ainda sim, é acompanhada da pela dor. (Aliás quase todas as fases são acompanhadas pela dor)
3º - A fase da burrice: após a saudade você é tomada por uma burrice sem tamanho. É nessa fase que você se condena por erros que começa a assumir. Daí quer fazer todo o tipo de estupidez: ligar no meio da madrugada chorando e querendo colo; mandar mensagens pelo celular dizendo que está com saudades ou pedindo “Volta pra mim...!” ou então começa a fantasiar que ele vai aparecer do nada com flores nas mãos pedindo perdão e dizendo que ainda te ama. Ou ainda quer sair, encher a cara e ficar como primeiro que disser “Oi!”. Burrice total.
4ª – A fase da raiva: nesta fase é quando a ferida já mostra seus indícios de cicatrização. Você começa a perceber que errou, pois não é perfeita, mas que não foi tão terrível. Que ele fez muito mais, muito pior. Que te magoou muito mais. Que fez planos com ele! DROGA DE PLANOS!! E que agora não resta mais nada, porcaria! O que nos leva a próxima fase...
5ª – A fase da vingança: para as mais ousadas essa é a fase do deleite. É aqui que ela quer aproveitar das coisas que sabe pra fazê-lo sofrer: “Uh! Já sei! Vou ficar com aquele carinha que ele odeeeeeeeeeia.” Ou desfilar deslumbrante com um cara lindo (de preferência alguém que ele odeeeeie) do lado na frente dele para que ele se morda de raiva e se arrependa de ter te deixado. Isso claro para as mais ousadas, corajosas e cruéis. As mais recatadas preferem ter como ‘vingança’ somente o pensamento de que ele perdeu uma mulher e tanto disposta a muitas e tantas coisas para estar ao lado dele como companheira.
6ª – A fase do contentamento: as coisas aqui começam a se acalmar. Você já fica mais calma, menos burra, mais realista e racional com o modo de ver as coisas. Você se contenta com o fato das coisas terem acontecido do jeito que aconteceram. Essa fase é muito semelhante à próxima.
7ª – A fase da aceitação: por fim... Nesta, definitivamente, o momento de fossa passou. Você, após todas as fases (mesmo que tenha pulado algumas) reflete (com os neurônios em sã consciência) que o que aconteceu não é culpa de ninguém. Que o fim já estava previsto e que não há nada que pudesse fazer para evitá-lo. Não fica magoada nem se sente injustiçada, a decepção do dia passa e você aceita o fim como algo completamente normal e indolor. E, após isso, você está preparada para ir a lugares que antes lembrava ele. Usa novamente os presentes que ele lhe deu sem se preocupar que não os merecia. Ouve as músicas que antes embalaram o seu romance e seus momentos com ele. E sente também que seu coração está mais fortificado e preparado para um próximo amor ou, na pior das hipóteses, para o próximo sofrimento. Um detalhe: Feridas doem ao serem tocadas. Cicatrizes não. E embora o fechamento das feridas encerre o ciclo isso não significa que não houve marcas, ou que não houve quem as fizesse. Elas sim permanecem.
Mas depois disso fica tudo bem. Você já não quer se manter na defensiva e já está preparada também para ser amiga. Amiga de verdade que conta e que ouve problemas, até os sentimentais, e dá conselhos. Aí você já está desencanada com tudo. E acreditem: depois do fim este é o momento pelo qual você mais espera.


Até o momento da reerguida...