terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Dia de Faxina

Achei: 

Olha... Fazer faxina na sua casa é uma coisa extremamente revigorante, que certamente irá te trazer, mais que uma sensação, uma constatação de limpeza.

Pra quem mora em um lugar pequeno, que nem eu, sofre menos com o cansaço, perde menos calorias também, mas se ela for bem feita, você irá dormir mais leve, literalmente.
Algo indispensável: música. Selecione aquelas músicas agitadas que te fazem remexer o quadril enquanto varre, espana, lustra, e encera e que usa, certas vezes, o vidro de álcool como microfone naquele agudo da Lady Gaga... 

Lembre-se de tomar café, pois não tomando, corre o sério risco de ter umas tonturas quando abaixa pra espremer o pano de chão e se levanta rápido. Depois ponha aquela roupa mais fulerinha que tem no armário, e não vista calçinha, é uma a menos pra você lavar ao final. Aí é só ligar o som, arregaçar as mangas e mandar brasa na limpeza. Quando vê, já se foi a entrada, sala, cozinha, banheiro, quartos e por fim, área de serviço (incluindo aí, lavar as roupas já postas com antecedência de molho no sabão em pó). Quando está tudo limpo, e a faxina for daquelas ‘federais’, é hora de revirar gavetas e armários atrás de coisas que você já não usa, ou não quer mais, ou no caso da dispensa e geladeira, já passaram da validade. É impressionante a quantidade de parafernália e papel velho que, há dois anos, você acreditava piamente que iria usar, que seria necessário. Bem, eu digo, o que não é necessário, logo, é desnecessário. E isso vale, pra cartas velhas, anotações suicidas, declarações toscas, e recados nunca dados. 
 
Depois de se livrar de tudo isso, amiga, ou amigo, você se sente, literalmente, mais leve. Da faxina feita que te consumiu o físico, e de ter jogado tanta baboseira que, no passado, te consumia até o último fio de cabelo.

Como digo, nada como uma faxina...
sábado, 11 de dezembro de 2010

Motivo a mais

Achei: 

Eu sou uma pessoa que acredita completamente em destino.

As coisas que me acontecem, são mais do que coincidências e eu fico espantada.

Recentemente estava, como na maioria das vezes, em dúvida sobre como prosseguir e proceder em relação a certos fatos. À certas pessoas. Fui me decidindo e fui resolvendo as pendências. E isso traz um alívio gigantesco, e você dorme mais tranquilo. Mas então para meu eterno desespero, há uma pendência que nunca tive coragem de resolver... Por quê? Bem... É aquela que mexe profundamente com os músculos cardíacos.

Complicação, sou meio fraca pra isso.

Porém, acontecimentos e saberes recentes, deram um empurrão para a tomada de decisão. E como diria uma cara aí: “A tomada de decisão é a mais importante para mudar sua vida.”, de fato meu caro... de fato.

Então reuni a coragem que andava se esquivando dentro de mim, e tomei a decisão de me fazer feliz. É... e pelo caminho que ia, só dor e desgosto iam ser acrescentados e isso, certamente, não me faria feliz.

Agora, aproveito uma fase maravilhosa... há carinho, há galanteios, amor talvez, mas há, principalmente, quem esteja me fazendo feliz.

É isso o que realmente importa.
sábado, 16 de outubro de 2010

O triúnfo de um derrotado

Achei: 

Precisamos de algum puxão, ou jogada de balde com água fria em nossas caras para acordarmos pra certas realidades.


Então, chega um momento que você percebe a derrota, que já tinha fim desde o início... mas oras! Você tinha que tentar!

Entretanto, esperar tanto tempo, e dedicar todos os seus sonhos a alguma coisa traz a você a esperança... e você jamais espera que termine com lágrimas.

Desistir dói demais!! O silêncio é horrível de se ouvir...

Me acho medrosa pra certas coisas, mas não me considerava uma desistente... desistência tem mais relação com incompetência do que o medo.

Mas enfim... um dia a verdade tinha que chegar a mim.

A única coisa boa, e estranhamente irônica, é que não me decepcionei a respeito de minha idealização, mesmo que tal, trouxesse a mim a 'vitória', traria também o lado escuro da situação, a decepção em relação ao caráter que mais prezava.

Nada, então seria eterno...

E a eternidade é o que procuro...

Não a eternidade na vida física, mas aquela da alma...

Espero que o destino faça seu trabalho...

Destino, seu vagabundo!!! Vai trabalhar!!! Caso contrário te despeço novamente e vou agir por contra própria... e tu sabes no que deu...
domingo, 19 de setembro de 2010

Coisas que eu adoro

Achei: 

Há coisas nesta vida que são tão simples, tão acessíveis e que nos trazem um prazer particular, que fica até difícil explicar o porque de certas coisas nos fazerem tão bem.
Pra assistir um filme (terror, romance, comédia) não preciso de alguém do lado, porém necessito, com todas as minhas forças, de uma bacia com a maior quantidade de pipoca amanteigada que couber. Adooooro pipoca! Se a mamãe deixasse ou não visse, comeria todos os dias, mas ela diz que o sal da pipoca faz mal... passo para o doce: Marsmellow! Sabe aquelas pelotinhas fofas e brancas, espetadas em um galhinho, que os americanos assam em uma fogueira? É... parecem pedacinhos de nuvens açucaradas cheirando a baunilha... certa vez ganhei um sacão e me entupi de tanto comer, a dor de barriga que veio depois valeu a pena. Ainda no ramo da gastronomia, pra mim, a culinária japonesa é a melhor que existe. Dá uma cachoeira na boca ao lembrar do paladar desta cozinha... tão natural, orgânica, bem temperada e, ainda sim, suave... é de lamber os hashis. Despeço-me aqui dos meus hábitos alimentares.
Outro dia andava pela rua e vi uma garotinha, de uns 4 anos, com sapatinhos amarelos, meias brancas, e vestido florido. Linda! Meio barrigudinha, linda! Adoro ver crianças fofas!
Adoro andar na chuva fina e sentir o vento gelado no meu rosto. Adoro comprar material escolar para meu semestre... canetas, lápis, cadernos, bloquinhos, post-it e tudo mais de papelaria. Que me fazer feliz? Dê-me um caderno de presente.
Livros. Este é um objeto que sempre vai levar a êxtase (orgasmos literários). Quando é novo, meto o nariz bem no meio dele para sentir o cheiro de livro novo. Virgem. Ainda não lido. E quando é usado dá pra sentir nas páginas meio amareladas a sabedoria, a maturidade de seu uso. Adoro livros de capa dura, meio rústicos e com folhas que lembram pergaminhos.
Amo havaianas. Tão simples, combinam com quase tudo do meu guarda-roupa e se não combinas to nem aí (por que a moda agora é ‘descombinar’). Meu desvairamento são com os sapatos... adoooro sapatos altos. Poderosos! Saltos finos, estilo boneca, de preferência. Ah! E um vestido curto e uma bolsa enorme pra completar o pecado.
O que mais... adoro cozinhar, escrever e escrever cartas. De ouvir uma música que me faz pensar, em sentir aromas que me fazem recordar. Estar com meus amigos que me fazem rir com coisas, aparentemente, sem sentido, pois aí é que ta o barato.
Adoro ouvir risadinhas de bebê. De ver filhotinhos fazendo gracinhas.
Adoro desenhos animados, principalmente, dos antigos.
Amo jogar vídeo-game. Falar em espanhol. De custumizar minhas roupas.
De ver fotos da minha família e recordar bons momentos. Ou só de momentos.
Adoro beijar... um cheiro safado no cangote, que arrepia e causa uma contorção estranha no corpo. Ser pega de jeito por alguém que cheira a madeira e nuvens.
Adoro quando minha irmã mexe nos meus cabelos, fingindo catar piolinhos... dá um sooono.
Adoro jogar vôlei, de nadar, de ver a seleção (masculina) brasileira jogar.
Eu adoro o mundo. E adoraria poder conhecê-lo... e os diversos países, as diversas culturas e culinárias.
Ter o prazer de descobrir o desconhecido. De me vislumbrar com paisagens tranquilas... um lago com vaga-lumes, uma montanha coberta de neve, ou uma rua onde chove folhas de cerejeira...
quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Feliz ano novo

Achei: 


Tenho completado aniversário de muitas coisas. 08 de janeiro foi o aniversário da primeira grande falha, das muitas outras que estavam por vir, mas não por parte minha.

Completou-se um ano desde o ‘estou pronta pra isso’. Um ano desde o primeiro ‘hoje eu posso te dizer que, eu amo você’. Um ano de várias burradas, aniversários de arrependimentos.

Parabéns ao dia em que não fui respondida. Em que fui desprezada e substituída. Era pra felicitar hoje o Sr. Amor. Que me acompanhou, que se fundiu a mim e deu-me novas perspectivas, transformando-me em mais uma enamorada... e quando lembro do discurso de amor, de uma jura eterna, com lágrimas de emoção... ái Deus! Quanto arrependimento!!

Por isso, por tudo isso, eu digo, com um sorriso que mal cabe no rosto: Feliz Ano Novo!

Um ano de liberdade!!
terça-feira, 20 de julho de 2010

Nostalgia

Achei: 

As lembranças podem nos trazer sentimentos diversos.

Penso, ao escrever estas palavras com uma grande tranquilidade, nos meus tempos de criança. Ao brincar com panelinhas à sombra de um cajueiro, no cheiro da lama de jambo que se formava nas ruas em que eu costumava andar com a minha bicicleta com cestinha branca. Tempos em que eu construía uma barraca com cadeiras de balanço e um lençol branco, e lá fingia estar acampando em uma floresta com onças e tatus ao meu redor. Minha infância, apesar de um pouco solitária, foi maravilhosa e a recordo como uma saudade que dói no peito e que solta uma lágrima de tristeza por tempos que não voltam mais. A criancice nunca desapareceu na verdade, mas novos hábitos e conceitos foram incorporados. Minhas travessuras e invenções permaneceram e eu criava muitas estratégias para preencher a solidão.

Dos meus onze anos recordo um momento muito bom... fui morar novamente, em minha terra natal. Estudava numa pequena escola que ficava a cinco ruas de casa. Foi quando me encantei pelo anime Sakura Card Captors (que até hoje, sempre que assisto me remeto a essa época), foi quando fiz amizade, uma linda e sincera amizade, que hoje perdura, dentre outras coisas, através de cartas, com uma garota super inteligente, meiga e educada, hoje praticamente uma farmacêutica (e a melhor que Belém terá). Foi também nessa idade que descobri minha paixão pela leitura. Tempo que me sentia inferior por acumular, ainda, a gordura infantil que não sumia nunca. Fui desprezada pelo garoto que era apaixonada, acho que chamava Luciano. Você lembra dele né, Pessôa? Talvez hoje, ele pensasse com mais cautela ao me menosprezar... foi nesta época que fui apresentada a um rapazote, beirando a maior idade, que me via como uma garotinha e que cinco anos mais tarde se surpreendeu, e comprovou através do tato, com, palavras dele, ‘a mulher que eu havia me tornado’. De fato.

São tantas as lembranças... da infância, da puberdade, com o descobrimento do primeiro beijo, das primeiras desilusões amorosas, dos choros silenciosos no banheiro. Das diversas mudanças, dos vários diários, alguns lidos, dos deboches e perturbações de tios e irmã. Do sofrimento escondido que me acompanhava por não ser a mais bonita, nem a mais desejada pelos garotos. Da incompreensão por parte daqueles de quem mais esperava ter.

Do meu pouco atrevimento. Da minha pouca credulidade em mim mesma. Anos se passaram e tanto as imagens quanto frases, e até certos aromas, ficaram eternizados. Que bom! Não gostaria de esquecê-los. Por mais imperfeito que seja, com todos os percalços, não desejaria nada diferente... fazem parte da minha história. De minha vida... e, sem eles, nada eu seria do que hoje sou.
quarta-feira, 16 de junho de 2010

E se...?

Achei: 
Ao usar o “E se...?” abrimos um mundo de possibilidades. Acontecimentos que, por um motivo e não outro, se houvessem ocorrido de outro jeito, senão daquele que ocorreu, poderiam e, na verdade, certamente teriam outro desfecho.

Ummm... é verdade, não é? Pense comigo: E se a Alemanha, de Hitler, tivesse ganhado a 2ª Guerra Mundial o que mais de desgraças teriam sido acometidas à humanidade? E se o Brasil for Hexa? O Dunga vai calar a boca de um monte por aí...

Se eu, agora, usasse uma farda e estivesse salvando vidas e apagando incêndios, certamente não teria conhecido as pessoas que conheci, não teria me envolvido com as pessoas que me envolvi, e não teria, por isso, me arrependido tanto, como agora me arrependi.

Viu só?! Um pequeno acontecimento muda toda a história da sua vida. Isso me lembra algo sobre o voo da borboleta...

Perguntas:

E se eu tivesse corrido, saltado, nadado mais? Agora seria soldado.

E se eu tivesse estudado um pouco mais? Agora seria oficiala.

E se eu estivesse sóbria naquela maldita festa? Agora não teria decepções.

E se eu tivesse dito não? E se eu não tivesse compaixão?

E se eu tivesse mais coragem? Ahh... estaria longe.

É. Não dá pra mudar o que aconteceu. Não senhor! Mas é interessante imaginar quais as possibilidades que teríamos se o “E se...?” fosse diferente.

Em alta

Achei: 


Dias atrás, estava eu sentada em um no banco de um ônibus, ouvindo música e me abanando com uma apostila velha. Quando de repente, me veio uma onda de inspiração, pois, acreditem, são nesses angustiantes momentos que escrevo, em minha opinião, minhas melhores produções.

Na verdade a inspiração não só veio pelo sufoco, mas pelo exato momento em que passei por um local... diga-se de passagem, adoro observar este estabelecimento. E pra ver como nossos pensamentos são rápidos, o estabelecimento ligou-se ao sonho, que me fez pensar em suas maravilhas, que me fez visualizar meu futuro e, por fim, me trouxe na mente ele... coisa de louco, e isso não levou mais do que 10 segundos. Ai me fez pensar... “O que falta?” (detalhe: eu fico tão intrigada com meus pensamentos, que vocês deviam ver as caras e bocas que faço no ônibus), tenho vontade de tomar alguma atitude, de me mexer fazer acontecer. Mas nada. Vai-se embora toda e qualquer iniciativa. É tão mais complicado do que parece ser... ou não é...?

Na verdade não sei. Mas então eu penso novamente “Olha, até o momento eu tenho colecionado boas vitórias nesse sentido. Sempre me surpreendi vendo que eu não apostava fichas em mim, e acabava por acertar em cheio.” Tudo é possível... e usando o título de um livro do papai “Você pode se acha que pode.” Ué, eu acho que posso, logo, eu posso! E é verdade, sim senhor!

Vou me perguntar novamente: “O que falta, Linda?”

Não sei!!! Mês passado tava mais otimista. Estava até arquitetando planos ‘maquiavélicos’, mas foi tudo por água abaixo por uma frase lida num lugar aí... “I'm yours, I belong to you!!!!.” Parece frase de camiseta de catálogo. Eu hein!! Mas tudo bem... pobre os corações apaixonados. Deixa estar.

Visto isso, eu baixei a guarda. Não sei faço algo ou espero a ação de forças maiores (que chamo de destino). Porém mesmo passados alguns bons meses, eu sei, e sinto, que o momento que tanto espero vai chegar.

O porquê das coisas

Achei: 

É o tudo que se foi... é o nada que restou.

Hoje me fiz a seguinte pergunta: como é possível, ainda, existir um resquício de amor? Como posso odiar e desprezar tanto e, ainda sim, amar. É amor ainda? É isso que não sei, e que me confunde. É contraditório, e pra mim não faz sentido.

Eu tento desenvolver a situação e descobrir a tamanha desgraça que é essa possibilidade. Pois bem, vocês me perguntam: Foi bom? E lhes digo... durante a convivência, foi, até certo ponto. Passado disso, foi uma reunião de tragédias sem precedentes na minha vida. E não estou sendo dramática ou usando de hipérboles. Foi... foi sim!

Não gosto, não suporto, ficar relembrando do passado, nem remoer picuinhas, mas ela são, infelizmente, inevitáveis. Seja com uma música na rádio, seja com um time que joga. Mas tudo isso tem um lado positivo. Sempre falo do aprendizado, mas ele não é o único. É porque os outros prefiro guardar só pra mim. É triste, dá raiva também, rever até onde minha ingenuidade, posso dizer assim, foi... luas e constelações me foram prometidas, com lágrimas que caíam. Lágrimas de medo da perda. De amor. Pensava eu...

Vou lhes dar uma dica: Já está na hora, passou do tempo, de acreditar que Papai Noel existe, que há políticos honestos e que promessas de namorados são verdadeiras.


Mais uma vez: É triste, eu sei. Porém, mais triste será o dia em que tudo for dissipado por outras prioridades e você se encontrar inconsolável, chorando pelos cantos e entoando cânticos de suicídio passional.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Meses se passaram.

Achei: 
Muita coisa aconteceu, muita coisa mudou.
Larguei costumes que faziam me resignar perante eles. É o amadurecimento.
Deixei me levar, com mais frequência, pelas coisas que minha vontade e meu instinto queriam realizar. As realizei e, claro, obtive resultados pelos quais não esperava: bons, ruins, surpreendentes, estimulantes, gratificantes...
Depois de meses reclusa em meus desapontamentos, decepções e devaneios perigosos, levantei gradativamente meu olhar para um horizonte mais além das fronteiras que estava presa.
Acho muito bom que, ao final, tudo se encaixa e favorece o crescimento pessoal.
Tempo. Sempre penso e, quando posso, falo sobre ele e sobre sua importância. Sobre utilizá-lo para esquecer e superar problemas.
Mas, ultimamente, ele está sendo extremamente útil para rever conceitos e me conhecer de um jeito que, tempos atrás, seria motivo de questionamentos: “Quem? Essa é a Linda?! Nãão... não é ela não!”
É sim! Sou eu.
Alguns me olhar, juntam as sobrancelhas e soltam: “Tem alguma coisa diferente em ti... só não sei o que é...” Não cortei o cabelo, ainda, não botei silicone, ainda, então o que esses alguns não sabem, ou não se dão conta é que a primeira mudança, e talvez quem sabe a única até agora, que houve foi interna. Foi a melhor.
E consequentemente o que muda em seu interior se externalisa e influencia na mudança de outros pontos de seu corpo... o brilho sonhador nos olhos (que está de volta), sorrisos fáceis, carinhos inconscientes, músicas que se fazem motivadoras de grandes feitos; a capacidade de enfrentar cada vez mais os problemas; a maturidade de entender que certas coisas estão do jeito que estão e é humanamente impossível mudar; de entender cada vez mais como o ser humano é diferente, e que alguns são muito diferentes; de saber a diferença de relacionamentos que tem amor e os que tem paixão; de ter a certeza das coisas que se deseja para a vida e como alcançá-las, e saber que tudo isso é algo, uma busca pessoal e solitária e, que por ser solitária, o medo surge, pois as novas mudanças trouxeram o medo; o receio de rever e repetir passados tristes e que com isso tudo volte e não seja capaz de pôr em prática tudo aquilo que o tempo me trouxe de conhecimento.
São tantas coisas...
Tantas novidades...
Cada minutinho precioso que, por vezes, perdemos...
A simplicidade da vida...
Como posso não deixar de registrar esses momentos gloriosos que me aparecem? São comuns aos olhos dos mais obtusos, não para os meus. As lentes mudam...
Sei que ainda falta muita coisa para preencher-me por completo, mas, calma...
Por hora, quero exteriorizar o quanto mudei e o quanto estou feliz...
sexta-feira, 30 de abril de 2010

Loucuras para fazer antes dos meus 25 anos

Achei: 
Vai chegando a idade, e meu lado racional pergunta o que já conquistei em meu tempo de vida, minhas realizações e etc...
Mas e o irracional? Nunca conversei com ele, é verdade, mas o que será que ele tem pra me dizer?
Então, ontem mesmo, bati um papo com ele o que me revelou coisas imaturas e inconsequentes que gostaria de realizar antes de completar 25 anos de idade. Após isso a conversa muda de patamar.
Eis que as apresento:
1ª Mudar a cor do meu cabelo de castanho médio para um vermelho sangue!
2ª Nadar em um rio, ou mar, sem traje algum;
3ª Beijar um estranho, bonito, qualquer na rua ;
4ª Falar “Eu te amo!” para quem menos o espera ouvir, sem perspectivas de ouvir o mesmo;
5ª Viajar pela Europa como mochileira;
6ª Ficar com um europeu;
7ª Dançar na mesa de uma boate;
8ª Beber até o raiar do sol, contando estórias com os amigos;
9ª Olhar na cara de todos os imbecis que me fizeram sofrer e rogar pragas violentas a cada um deles;
10ª Acampar no mato;
11ª Fazer sexo na praia;
12ª Dar um chega pra lá de vez em todas as pessoas que só aguento por educação;
13ª Quebrar um celular de tanta raiva;
14 ª Ficar com todos aqueles pretendentes mas que a dignidade não permitiu ir em frente;
15 ª Aceitar os presentes de vez;
16 ª Arriscar mais nas minhas decisões;
17 ª Soltar de vez as amarras da timidez;
18 ª Comer fugu;
19 ª Jogar ovo podre em algum político;
20 ª Nunca esquecer de que, como diria minha professora: “Vingança é um prato que se come frito, porque é mais gostoso.” Ela tem toda razão. Tenho até os 25 para comprovar isso.
                                                             ...

Sexto Sentido

Achei: 
Você sabe...
Quando o olhar já não vinha acompanhado de brilho foi quando percebi: “o fim está próximo...”
Mais perto do que meu coração gostaria. A dor andava de mãos dadas com a angústia, e me perguntava: “Será que é hoje?”, e no outro dia “E hoje?!”.
Quanto tempo me resta?
Quanto tempo você reservou pra mim?
Você se entrega...
E os dias passavam, as ligações diminuíam, os “Eu te amo” já não eram quase ouvidos, e quando vinham eram ditos com a inverdade que só um coração apaixonado pode, infelizmente, sentir.
As promessas, aos poucos, iam se desfazendo. As lágrimas tinham como companhia apenas o travesseiro. A coragem para por, eu, o fim não aparecia... o que se fazer quando se ama em demasia? Sobra apenas como única fonte de felicidade esse amor que depositamos pelo qual esperamos por um retorno sincero... então, tudo nos é retirado.
Quando a gradação negativa começa a fazer parte das coisas que você pensa, sente ou escreve, conclua de uma vez: acabou.
Esperei pelo pior. No dia, ele veio.
Todavia, nos concentramos tanto no que não deu certo que esquecemos que, como disse Fernando Pessoa “[...] Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.”, tudo em nossas vidas chega, e vai embora, por algum motivo. O aprendizado permanece quando todo o resto se vai.
A razão... A melhor delas!
Cada um sabe o gosto amargo que se forma com uma, aparente, derrota. Porém aqueles que fizeram sua lição direito sabem a conclusão que se tira de tudo isso.
E isso é a melhor parte.

Coincidências

Achei: 
Acho muito interessante a lógica de minhas coincidências.
Dos caminhos que insistem em se cruzar.
Dos sinais que não cansam de aparecer.
É claro que, somente eu sei como as coisas se interligam. Mas acho tudo isso fascinante, pois isso me instiga a acreditar que o destino esta comigo e, não somente comigo, está favorável a mim.
Acreditar em algo é indispensável para manter a tocha, que nos guia, acesa. E ter foco. Tudo isso serve de suporte para a não desistência que, convenhamos, é mais fácil. Facilita tudo.
A dificuldade torna ‘a coisa’ mais interessante? Mais... gratificante? Quando é que tudo perde seu valor e deixa de ser único, de ser especial, e se torna mais um e meio a tantos? Quando é, finalmente, conquistada? Não faz sentido!!!!!
É tudo tão contraditório que eu não consigo achar explicações que me convençam do meu erro, ou tirem de minhas costas o peso da culpa.
Explicações prometidas. Tudo mais o que me fora prometido não chegou nem perto de ser realizado.
Então me surpreendo pensando em mim. Pensamentos ‘egoístas’ começam a se formar e me sinto culpada por senti-los. Mas é automático! Involuntário! Terrível!
Tornei-me uma pessoa terrível. Incapaz, agora, de ser como antes. Como havia sido projetada para ser.
Minha carapaça de argila amoleceu, recebeu novas modelagens, e saiu com novas formas: tortuosa, rude. Grotesca!
Pego- me, às vezes, desprezando-me pelo que me tornei. Correção. Pelo que me tornaram.
Até certo ponto isso abriu meus olhos para receber uma realidade... para perceber o quão fantasiosa estava levando minha vida, ainda acreditando em contos de fada. Que Mab que nada!!
Foram 22 pontos!
Pouco, eu sei. Mas é um começo. Afinal... tudo começa pelo começo. Redundante, pleonástico, lógico.
Quanto aos sinais, bem, é uma questão mais sensível, e terei que aguardar para ver se minhas conexões estão corretas.

Quem perde o quê?

Achei: 
O quê?
Alguém deve ter perdido dinheiro. Possibilidades melhores. Chances únicas. Tempo. Alguém também deve ter, sem dúvida, perdido um ser único. Esse ser que apareceu de forma inevitável no caminho passageiro deste outro.
Como?
Taí uma boa pergunta. Perdendo-se, oras... ‘enes’ motivos fizeram a substância esvair-se. O fim trouxe a perda.
Quando? Em um momento delicado em que precisava de tudo menos da perda. Acho que já se contam algumas luas novas.
Onde? Vixe... onde menos queria guardar uma triste recordação.
Haviam fotos... livros... um doce aroma... um leve pressentimento...
Por quê? Para mim, nada ficou muito esclarecido. Dúvidas ainda permanecem.
Consequentemente só posso deduzir algumas coisas, sem nada concluir.
Mas eu lembro... era um laço bonito. É, houve um tempo que existiu um laço, que em minha pré-concepção era um laço que jamais seria desfeito. Amargas ilusões, eu digo. Busco o motivo, a causa, a razão e a circunstância... nada satisfaz e a incógnita permanece.
Há sempre alguém perdendo
Peso, lágrimas, disposição, vontade de sorrir, de sair, de se divertir...
Entretanto é perder para ganhar.
Primeiro perde-se tudo aquilo já mencionado, incluindo aqui sonhos e esperança, depois você ganha.
Ganha motivação, vontade de seguir, de se superar, de se fazer feliz, permitindo ou não que alguém o ajude nisso. Você ganha, sabe... ganha mais até do que esperava somente reaver. Sua fortaleza se ergue novamente... Não há Príncipe em Cavalo branco que a faça cair.