segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Verbo imaginar conjugado na 3ª pessoa do singular

Achei: 
Para nossa sorte, nossa mente é nossa.
Somos livres, somos nós mesmos ou uma versão inventada, melhorada, corajosa ou ousada num mundo construído ao nosso tamanho.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O que poderia ser

Achei: 
Em algum momento em nossas vidas refletimos em como ela está.
Existem pessoas, como eu, que costumam fazer autoanalises antes de dormir - o que acaba consumindo muitos minutos a mais dos muitos que já normalmente levo para dormir.
Pois vejam: não fiz a graduação dos sonhos, mas poderia não ter concluído qualquer formação, ou ter estagnado no ensino médio e elencado dezenas de desculpas (os “mimimis”) para não ir para qualquer caminho por não gostar disso ou daquilo, no entanto, já finalizei até uma especialização.
Agora o profissional: como isso aqui é um post bem pessoal e não fictício, pra quem não sabe sou professora. O que não somente passa léguas de distância das profissões que um dia pensei e quis seguir (aeromoça – no meu tempo falavam aeromoça, não comissária de bordo, veterinária, escritora e chefe de cozinha), como ainda continua sendo uma profissão que, apesar de respeitar, admirar e bater continência a aqueles professores que não desistem e que se destacam por isso (porque o sistema educacional público brasileiro tá tão precário, que merece um post só pra ele...), não é aquilo que imagino fazendo nos próximos cinco, dez, trinta anos. Lá vem o “mas” prolongado, maaas, poderia não ter passado no concurso que transformou em docente. Poderia não ter nada do que hoje tenho, ainda que com simplicidade, não ter viajado pra onde viajei, ainda que não tenha sido pra Europa, poderia estar me encaminhando para os 30 anos, sem emprego algum, sem perspectivas, e dependendo do que meus pais me dessem. Não que ter ajuda dos pais seja condenável, inclusive, antes de obter minha autonomia financeira, todo o suporte veio deles, devo tudo a eles! Mas, pra mim, depender financeiramente de meus pais, nessas condições, seria desconfortável e embaraçoso, no mínimo.  
Finalizo essa minha reflexão desta maneira: assim como sempre buscamos um meio de “estamos melhor”, tudo poderia estar pior, ou muito pior. E analisar essas possibilidades em nossas vidas, talvez nos faça mais realistas, menos rancorosos com o que não temos e, claro, determinados com o que queremos ter, com o que queremos viver.
sábado, 16 de julho de 2016

dos sonhos

Achei: 
O que nos move? O que nos empurra para que conquistemos, senão a felicidade, mas, ao menos, momentos felizes?
Precisamos de motivadores. Não fazemos nada sem uma razão, sem um porquê plausível.
Todos temos sonhos, certo? Temos.
E eles são diversos em tamanho, intensidade e significância. É um sapato daquela loja chique, uma viagem para fora do país, perder 5kg, sua profissão, casar, ter um filho, uma casa na praia...
Com o tempo, e maturidade, vamos ordenando esses sonhos e priorizando o fundamental. Com disciplina e paciência vamos dando um “ok” em nossa lista e nos satisfazendo, criando ou não novos sonhos. Mas eu diria que sonhos fazem parte de um ciclo infinito em nossas vidas. Precisamos nos satisfazer e ter momentos, vários se possível, felizes. O trabalho e o desgaste do dia-a-dia são pra quê afinal?! Para pagar contas somente? Ninguém é feliz pagando as contas, e sim pelo o que essas contas trouxeram: o objeto, a coisa, o momento. Parcelado ou não em 10 vezes sem juros no cartão.
Nos tornamos uma versão melhor de nós mesmos quando fazemos algo, evoluímos e progredimos para conquistar tudo aquilo que nos é importante. 
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Fazer amor, divisão celular, sangue e foda

Achei: 
Nós mulheres, no geral, ou a grande maioria, temos o costume de fazer coisas além de nossos limites para satisfazer nossos companheiros. Nos desdobramos, realizamos uma mitose para realizar mil tarefas em no fim do dia, ainda estarmos lindas para fazer amor. Fazer amor... Quem acredita no “fazer amor” somos nós, mulheres. Homens fodem, trepam, comem...

Adianta toda essa batalha diária para a manutenção da magia do relacionamento, para ser a “dama” na sociedade e, longe dos olhos dela, ser aquela que tenta rebolar, cavalgar e gemer gostoso às vezes sem vontade, às vezes cansadas demais ou naquele dia em particular que você não se sente sexy...se existem as gostosas de academia, que mostram as curvas e decote com seios fartos e que rebolam, cavalgam, gemem melhor e que fazem coisas que nem todas querem fazer?

É muito fácil os homens serem enganados, sim. Se deslumbram pela paisagem, como a tela de uma pintura que é bela, que diz alguma coisa, porém é plana, sem profundidade. Mas o que importa é o êxtase que a pintura vai provocar. 

Homens naturalmente são assim. E é muito simples de serem levados pelo que lhes é mais primitivo: carne vermelha, sangrando. O prazer de uma foda nova. Eles não desejam aquilo que já possuem.

A competição com o que é novo é sempre injusta e as mulheres sempre são as vencedoras.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Só perguntas

Achei: 
Você consegue lembrar onde tudo começou?
Qual história você quer contar?
É essa história que quer contar?
Você consegue perceber como tudo mudou?

...

Qual beijo você quer lembrar?
Qual briga você quer esquecer?
Quais rostos você quer apagar?
Quer esquecer?
Quer apagar?
Quer seguir em frente?
Já seguiu?
Quem é?
E o que quer?
E é isso que vai ser?

...

Já viu minhas malas prontas?

Onde quer que eu deixe as chaves?
terça-feira, 10 de novembro de 2015

A busca eterna (?)

Achei: 
Há poucos dias, uma amiga mandou o link de um vídeo que dava dicas de como conquistar um homem na cama. Não seria nada de mais até que ela complementasse sua fala dizendo “Usa isso pra conquistar de vez...”. Opa! “Stop!”
De pronto eu respondi. Seriam muitos os argumentos para que ela nunca mais me dissesse tal coisa... como se fosse somente responsabilidade da mulher fazer loucuras na cama para dar prazer, enlouquecer e conquistar de vez seu parceiro para que, assim, não o perdesse. Afinal,  temos que fazer tudo por eles, senão acham outra mulher (uma mais atrevidinha, safadinha que use aquele short curto que você não usa, sem qualquer pudor) que faça tudo. Tu-do. E aí, pobre de nós, mulheres que não fazemos de tudo, ficamos sem esse homem. O macho alfa responsável por todos os nossos orgasmos...
Não sou careta. Sou muito favorável a apimentar a relação, o momento mais íntimo, talvez, que o casal possa ter. Sou sim. Mas colocar essa busca por dicas, truques e peripécias para não perder o homem, como meta de vida, aí eu discordo.
            Não bastasse a mulher (e falo como regra geral) trabalhar, organizar e cuidar de uma casa, das roupas de filhos e marido, cozinhar, manter sua saúde e beleza (e às vezes a vaidade vai ficando esquecida por conta do cansaço) em dias, o que não é tarefa nada fácil que sabemos, ainda tem que, no fim do dia, e antes que o maridão chegue do trabalho, estar depiladinha, cheirosa e pesquisar na internet maneiras de fazê-lo ver fogos de artifício na cama?! Enquanto ela está descabelada lavando roupa, o maridão está olhando fotos de gostosonas na internet. Mas, e ele? Só trabalhar fora é o bastante pra não sentar a bunda numa cadeira e pesquisar “Como dar orgasmos para minha mulher”porque ela já está cansada de fingir"? Como acertar na preliminar? Como fazer sexo oral sem parecer de está chupando um caroço de manga?
            Bom, é cansativa a neura de que se a mulher não faz de tudo para seu homem, coitada dela, a relação tem dias contados, ou a relação monógama está por um fio e está fadada a ser solteirona para o resto da vida. As mulheres deviam, e acho que é uma obrigação que deveria estar parafusada em seus cérebros, ser independentes, felizes como são, e não se martirizar por não se sentir a vontade de se vestir de colegial sexy, mas ter que vestir mesmo assim, senão “adeus” fotos felizes do casal nas redes sociais, e “olá” status “passou de um relacionamento sério para solteira”. Afinal a independência proporciona tudo o que uma mulher quer: seus sapatos, seus livros, aquele vestido caro, viagens e comprar um vibrador, que é responsável por mais orgasmos que se possa imaginar.
domingo, 20 de setembro de 2015

EX

Achei: 
     Ultimamente, e mais do que eu gostaria, a entidade chamada “ex” tem se manifestado. A culpa não é das estrelas e sim de uma série que estou acompanhando. Ela fala muito, muito mesmo, sobre relacionamentos e, claro, ex's fazem parte deles. E isso tem feito eu pensar bastante desde então.
     Eles existem, estão por aí mas não precisamos (ou precisamos?) que eles continuem a fazer parte de uma história que teve seu fim. Há casos e casos para tudo, mas trabalhamos com as regras, não exceções, e a regra diz que manter um ex no caminho é perigoso.
     Digo o porquê. O/A ex é um alguém que fez parte de sua vida de muitas maneiras e intensidades: você já o beijou, você teve sua língua dentro de sua boca, na ponta dos seios, o viu pelado, chorando. O amou com toda a força em seu coração. Fez planos, construiu sonhos e, seja lá qual tenha sido a razão, o que era então atual, deixou o posto e virou ex.
     O perigo são as recaídas. Sim, elas existem e acontecem com maior frequência que os atuais gostariam. A série me mostrou isso! Ok, não só a série. Sou ré nisso também. Salvo os casos em que é um louco psicótico ou algo do tipo, o ex é um alguém que mantém tudo aquilo que um dia você já gostou, já amou: o cheiro da pele, o jeito gostoso de rir, o modo como fazia surpresas, o beijo, como faziam amor... Nada impede, que num dia de chuva, enquanto você corre para se proteger da tempestade, ele passe oferecendo carona e ao se despedir e agradecer, os anos e mágoas do passado fiquem para lá e o romantismo da chuva que cai la fora, façam seu abraço de agradecimento se transformar num afago na nuca e o beijo no rosto, nos lábios. É muito mais primitivo do que se pode imaginar. Por isso acredito que ex tem que ficar muito bem guardado numa caixa onde as coisas do passado ficam.
     Pense numa roupa velha, que você não usa porque tem um furo inconveniente, mas que você adora, é sua favorita: você não usa, mas deixa guardada.
     Por quê?
    “Você adora”... é o valor sentimental. Se você guarda pra ver, pra tocar, pra sentir a textura e o cheiro é porque você gosta. O afeto está aí. E o que impede de lhe fazer um remendo pra usar?
terça-feira, 25 de agosto de 2015

Preparo

Achei: 
Você que já se relaciona com alguém (seja somente nos fins de semana ou espaçadamente durante ela) e pensa, acredita ou quer continuar neste convívio pra sempre. Pense.
Se você não vê a hora de ficar sozinho para, finalmente!, poder conversar com seus amigos, seus grupos de conversa, ou com alguém em particular pelo celular. Repense: ainda não é hora.
Se você ainda tem dúvidas quanto a alguém do passado e do seu possível futuro, se acha a ideia de uma só pessoa no mundo inteiro, pro resto da vida, difícil de lidar, pare! Pare e volte sem dúvidas.
Se você acredita que vai não terá que dar explicações, ou satisfações, pense bem. Já não são seus pais que estarão com você, mas sim uma pessoa com a qual decidiu fazer as compras do supermercado juntos, que vai cuidar de você quando a gripe aparecer, ou que vai aturar o mal-humor num dia difícil... então sim. Essas informações são fundamentais, e é bom que queira das elas.
Se você acha que pode levar a vida de solteiro/a que antes tinha: de baladas, festas, flertes... Aviso: a não ser que seu companheiro/a não se importe, são coisas que deverão deixar de existir. Então, pense mais um dia inteiro.
Dividir a vida é muito mais que se enfiar numa casa e assim ir levando como dá, quando dá...
É exposição. Você fica nu e não falo só no sentido metafórico. O parceiro/a conhece seu corpo da forma mais crua que existe, sem, muitas vezes, o preparo que antes tinha quando se viam de vez em quando. Os pelos do corpo crescem, você acorda com mau-hálito, nem sempre acorda com bom humor, nem sempre tem disposição para cozinhar, para conversar, para fazer sexo. Você será você como nunca foi.
Você saiu da casa dos pais que lhe deram o lar, que cuidaram, deram o conforto e tudo que o melhor deles podia dar e, por mais que às vezes não fosse como queria, são seus pais e sendo gordo ou magro, alto ou baixo, bonito ou feio, com ou sem espinha na testa, lhe aceitam do jeito que é e não enjoarão de você.
Dividir tem como sinônimos partilhar, compartir, compartilhar...
Você compartilha os dias - todos eles, bons ou ruins, as conquistas, as derrotas, erros e acertos, decisões, medos... E no, fim, se é isso mesmo, nada disso será visto e vivido com penosidade, com lamento, ou um fardo obrigado.
Será vivido e divido com alguém que aceitou dar a mão para seguir juntos, o ombro para se apoiar quando o outro fraquejar, que compartilhou a mesma ideia, que aceitou os defeitos e que também quis melhorar.
Se a ideia de ser humano diariamente com outro assusta, espere. Tenha calma. 
Ainda não é tempo pra você.


    

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Os 5 KM que falaram comigo

Achei: 
Há quase um mês, participei da primeira corrida da minha vida. Foram 5,46 km percorridos em 41 minutos e 49 segundos. Essa informação não seria grande coisa e você seguiria sua vida feliz (ou infeliz) sem muita diferença. O fato é: esses 5,46 km me disseram muita coisa...
Em 2008, por falta de instrução correta, lesionei o joelho direito durante um treino e desde então ele nunca mais foi o mesmo. Procurava atividades físicas com pouco impacto e evitava correr, achava que isso deixaria ele pior. Durante anos tive resistência à corrida.
Este ano isso mudou.
Depois da vida me dar um "sacode" comecei a focar em coisas que me seriam importantes, e a corrida foi uma delas. Entrei para um grupo de corrida e, embora o início tenha sido pesado, comecei a ver bons resultados, achando que seria possível alcançar meu objetivo: conseguir correr 2,5 km em 12 minutos. Então, por incentivo dos meus dois excelentes professores, me inscrevi para participar da minha primeira corrida, que seriam 5 km com direito a medalha por participação. 
Pensei mesmo que não conseguiria, pois, nos treinos, eu alternava entre corrida e caminhada no máximo 4 km. Mas o incentivo foi grande e, lá fui eu... A noite anterior tinha sido terrível, a madrugada foi de sono perdido e, com os olhos inchados, saí de casa quando o sol ainda nem dava vistas.
O resultado foi extremamente positivo: não somente concluí a prova, mas o fiz num tempo inferior ao que esperava. Estava extremamente realizada porque tinha sido capaz.
Não muito tempo depois, um amigo sugeriu que eu participasse de mais uma, agora 7 km. Me inscrevi morrendo de medo de não dar conta, de ficar fatigada, perder forças nas pernas, de ver todos os outros me ultrapassarem e perder ânimo...

Há dois dias participei desta corrida: os 7 km foram concluídos com muito sucesso em 55 minutos e 32 segundos, a medalha foi maior e o orgulho também.

O que vou dizer pra finalizar esse post (de quase auto-ajuda) é que aqueles 5,46 km iniciais me disseram muita coisa. Disseram que eu poderia correr 7 km, depois 10 km e então uma maratona. Mas disseram, com mais precisão, que posso conseguir tudo o que eu quiser.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Linho

Achei: 




Estavam sentados se olhando há algum tempo e, no silêncio do restaurante, entre sussurros de outros casais apaixonados, aquele tempo era uma eternidade.
Fora diferente dessa vez: ela o convidara pra sair. Ele aceitou. E ele sabia o que ela queria. Na primeira vez ela deixara tudo muito claro. “É só isso.”
Sua taça de vinho estava pela metade e ela olhou o cristal puro, passou os dedos com delicadeza por sua borda, sorriu sem dentes, só puxando o canto da boca. Ainda se olhavam. Conversaram, sempre se davam bem nas conversas. Riram. E, mais uma vez, se olharam.
Ele parecia meio desconcertado mas se aproximou. Afastou com uma das mãos os cabelos de seus ombros e beijou o espaço entre a orelha e o pescoço. Ela deu um gemido suave, como quem tinha gostado. Sentiu seu cheiro e seus músculos se contraíram... Ele a puxou mais para perto, segurando pela sua cintura. Ela o olhou com aqueles olhos castanhos e pupilas gigantes, de baixo pra cima, meio inocente, meio tentadora. Dera certo. Pegou em seu queixo e a beijou.
A conta já estava a caminho, e eles também.
Ele sentia esse estranho frio na barriga, nervosismo talvez, querendo que tudo saísse novamente bem.
Ela estava bem na sua frente e, sem aviso, deixou seu vestido cair, a cor era somente pele...
Seu ventre queimava! Num ímpeto pegou-a pela cintura, colocou-a sobre a escrivaninha e a beijou novamente. Ela soltava gemidos entre os beijos - e isso o enlouquecia, arranhava suas costas e conduzia seu quadril, no ritmo certo.
Os lençóis de linho branco estavam bagunçados, misturados ao suor e aos corpos que cobriam. Ele acomodou sua cabeça em seu ombro, ela o abraçou com uma das mãos, encaixou.

Estava um pouco frio e ele a puxou para mais perto, o calor de seu corpo o aqueceu e, logo adormeceram.